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Cuiabanos reclamam da falta de diálogo entre Mauro e Emanuel, mas inclinam para decreto assinado por prefeito

Da Redação - Marcos Salesse / Da reportagem local - Michael Esquer

03 Mar 2021 - 15:57

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Cuiabanos reclamam da falta de diálogo entre Mauro e Emanuel, mas inclinam para decreto assinado por prefeito
Dois decretos, duas decisões diferentes, esse é o cenário de um novo capítulo da relação conflituosa entre o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM). Enquanto pairavam dúvidas sobre qual decreto iria ditar as medidas de contenção do avanço da Covid-19, faltam leitos de UTI para atender a população infectada pelo vírus. Diante do impasse, nossa equipe de reportagem foi até o centro da capital compreender como a população está lidando com ambas as decisões. Vale lembrar que na tarde desta quarta-feira (3), decisão do Tribunal de Justiça (TJMT) determinou que o decreto válido é o estadual. 

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Para a vendedora de sucos Patrícia Muniz as medidas estabelecidas pela prefeitura são insuficientes diante da crise de saúde pública atual. “Não mudou nada, ficou a mesma coisa. Tinha que ser mais rígido, acho que o toque de recolher deveria ser a partir das 21h, ou até mesmo às 20h, para ver se o povo dá uma acalmada”, comentou. 



Já para Weyk Batista Souza, proprietário de uma academia no bairro Jardim Cuiabá, a escolha pelo decreto assinado por Emanuel está diretamente ligada ao funcionamento de seu estabelecimento.“Houve num primeiro momento o pronunciamento do governador, a gente olhou os horários e viu que para o nosso segmento ficou ruim. Agora, os horários do Emanuel são um pouco mais extensos. Na nossa academia, com o decreto do estado teríamos que fechar às 19h, mas com o do município permitiu que a gente trabalhasse até as 22h”, disse. 

De acordo com Weyk, estender os horários de funcionamento pode funcionar como uma boa estratégia para evitar possíveis aglomerações nos espaços comerciais. “Se você estende mais os horários, tem menos concentração de pessoas no ambiente. Aí é possível até deixar alguns horários para quem é do grupo de risco”, completou. 



Entre uma opinião e outra, a vendedora de Churros, Dixiane Messias, aponta que a batalha travada entre prefeito e governador apenas torna o combate ao vírus mais confusa. “Eu acho que eles deviam se entender e resolver uma coisa só, porque senão fica uma bagunça”, afirmou. 

Guerra dos decretos

O principal conflito entre os decretos assinados pelos líderes do executivo municipal e estadual, está no horário de início do toque de recolher e de funcionamento de setores do comércio. Enquanto Emanuel Pinheiro (MDB) exige a recolha dos cidadãos a partir das 23h, Mauro Mendes (DEM) exige que a população já esteja em casa a partir das 21h. 

Já com relação ao comércio, o prefeito da capital estabelece horários flexíveis, como é o caso de bares e restaurantes, com funcionamento das 11h às 22h, enquanto o governador do estado coloca a necessidade de um fechamento total de todos os setores do comércio às 19h. 

Com as decisões em discordância, o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), determinou na tarde desta quarta-feira (3) que o que decreto estadual, do governador Mauro Mendes (DEM), se sobreponha a decreto municipal, assinado por Emanuel Pinheiro (MDB). Com a decisão, estabelecimentos comerciais fecharão às 19h.

No documento, Perri afirma que o município poderia apenas tomar medidas mais rígidas que as estabelecidas pelo governo estadual, mas não flexibilizá-las. O prefeito de Cuiabá afirmou em nota que irá respeitar a decisão judicial, mas estuda entrar com recurso contra o que determinou o desembargador. 

Diante do embate protagonizado por Pinheiro e Mendes, os cuiabanos seguem atentos aguardando um desfecho definitivo para toda a questão. 

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