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Segunda-feira, 27 de setembro de 2021

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Contra o decreto

Prefeitura diz que Estado tomou decisão “unilateral e antidemocrática” e rebate propaganda

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Prefeitura diz que Estado tomou decisão “unilateral e antidemocrática” e rebate propaganda
A Prefeitura de Cuiabá emitiu uma nota, neste sábado (8), se manifestando contra uma propaganda veiculada pelo Governo do Estado na televisão, durante esta semana. Na publicidade, o Estado afirma que tomou a decisão do novo decreto em parceria com os poderes e as prefeituras. Para Cuiabá, no entanto, o que houve foi uma “decisão unilateral e antidemocrática”.

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Segundo o poder municipal, a propaganda do Estado induz a população ao erro. “Em nenhum momento a Prefeitura de Cuiabá participou de qualquer diálogo promovido pelo Executivo Estadual para adotar tais medidas emergenciais de combate à disseminação da Covid-19”, afirma.

A Prefeitura, de acordo com a nota e também com declarações recentes do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), defende toque de recolher somente das 23h às 5h, mais fiscalização para estabelecimentos que não cumpram determinações de biossegurança.

“A ação irregular de alguns não pode penalizar o conjunto do setor produtivo, que se encontra no limite após o surgimento de uma pandemia que não tem data certa para acabar. A restrição dos horários de funcionamento do comércio pode, inclusive, ser um sério agravante para as aglomerações”, diz a nota. “É preciso buscar o maior equilíbrio possível entre as medidas de enfrentamento à doença e as que salvaguardem o direito ao emprego, à renda e à dignidade humana – sobretudo daqueles que precisam trabalhar a cada dia para sobreviver”, completa.

Além disso, a Prefeitura argumenta que tem tomado decisões embasadas pelo Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19. “Foi esse trabalho incansável que permitiu à capital atender grande número de pacientes de todo o estado, no maior pico de internações registrado no ano passado. Já naquela ocasião ficou evidente a falta de planejamento do Executivo Estadual, que desde o início da pandemia deixou patente não ter se preparado para seu avanço”.

“Decisões unilaterais, sem respeitar os preceitos básicos da democracia e os contextos de cada município – que são bastante diversos no nosso estado –, combinam com arrogância, não com solução”, finaliza a nota.
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