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mesmo com decreto

Secretário diz que isolamento está abaixo de 30% e prevê resultados insatisfatórios

12 Mar 2021 - 14:05

Da Redação - Isabela Mercuri / Da reportagem local - Max Aguiar

Foto: Olhar Direto

Secretário diz que isolamento está abaixo de 30% e prevê resultados insatisfatórios
O secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo se mostrou insatisfeito com a adesão da população ao decreto governamental. Segundo ele, o isolamento social na região da baixada cuiabana está abaixo de 30% e, para ter algum resultado efetivo na diminuição da transmissão do novo coronavírus (Covid-19), deveria estar acima dos 40%. Segundo Gilberto, os próximos dias ainda serão muito difíceis.

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“Um percentual das pessoas que vão se infectar vão ser num nível grave da doença, e desse número aproximadamente 10, 20% acaba vindo a óbito, essa é uma estatística nacional. Há baixa resolutividade dos leitos de UTI por ser uma doença que não tem remédio específico para tratamento, então é uma luta danada para salvar as pessoas”, afirmou.
 
Ainda de acordo com o secretário, o resultado das medidas tomadas pelo decreto estadual, que implementou toque de recolher e fechamento do comércio em determinados horários, só deve vir daqui a quinze dias, mas provavelmente não serão satisfatórios. “Nesse momento, se formos olhar para no painel como está o percentual de distanciamento social inclusive aqui na capital, é muito baixo, nem se justifica com o decreto que está vigente. Não chega a 30% o percentual de distanciamento social na grande Cuiabá. Isso é ruim. Nós precisaríamos ter um distanciamento acima dos 40% para tirar proveito disso ao longo de 14 dias para conseguir reduzir essa velocidade de contaminação”, lamentou.
 
“Nós vamos verificar a partir da próxima semana qual vai ser o efeito efetivo, mas eu já posso adiantar que não vai ser muito bom porque o nível de distanciamento social que apresenta os sistemas que medem isso é muito ruim”, completou o secretário. Apesar desta opinião, Gilberto afirmou que não tem como sinalizar se o decreto será ou não prorrogado, pois isso depende da situação do momento em que acabar a vigência.
 
“Quanto mais tivermos circulação de pessoas, automaticamente ampliamos a probabilidade de infecção. Agora, é muito fácil tomar decisão do fecha tudo. A pandemia gera consequências não apenas no aspecto da saúde, esse tipo de análise não leva em consideração apenas a questão da saúde, tem todo um desdobramento econômico, social da população, por isso você sempre tem de um lado pessoas pedindo para abrir tudo, e tem do outro lado pessoas pedindo para fechar tudo. O governo atua no campo mediano daquilo que é possível fazer. Mas tudo é possível fazer com a contribuição da população. Eu imagino que se nós tivermos consciência coletiva nesse momento a gente ajuda a salvar mais vidas. Enquanto as pessoas estiverem num posicionamento apenas individual nós vamos continuar chorando por óbitos que estão acontecendo”, finalizou.
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