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Segunda-feira, 21 de junho de 2021

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Tomará medidas judiciais

Hospital afirma que denúncias de técnica de enfermagem são falsas e motivadas por vingança de demissão

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Hospital afirma que denúncias de técnica de enfermagem são falsas e motivadas por vingança de demissão
A Direção do Hospital São Judas Tadeu informou, na tarde desta segunda-feira (05), que as denúncias feitas pela técnica de enfermagem Amanda Delmondes Benício e registradas em boletim de ocorrências, são totalmente falsas. Em nota, a empresa pontuou que ela ficou pouco menos de dois meses à serviço da unidade e que utilizou-se desta pauta “com cunho de promover retaliação e vingança”.

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Em nota, a direção do hospital negou veementemente todas as denúncias feitas pela técnica de enfermagem quanto às condutas supostamente promovidas em desfavor da saúde dos pacientes.
 
“As acusações espúrias foram proferidas por uma funcionária que trabalhou 50 dias na Instituição, e foi demitida na semana passada justamente por práticas dissonantes com as exigidas pelo Hospital e, por isso, utiliza-se dessa pauta com cunho de promover retaliação e vingança”, diz trecho da nota.
 
O hospital destaca ainda que as afirmações são desprovidas de qualquer fundamento e principalmente provas. Diante disto e de toda a gravidade da questão, a direção revelou que está empenhada adoação das medidas cíveis e criminais cabíveis em face da profissional. “Isso será a maior resposta que poderemos dar a população”.
 
“De qualquer forma, reforçamos que o Hospital São Judas Tadeu é uma Instituição séria e respeitada, com histórico de excelência em serviços prestados à população cuiabana há mais de 35 anos. Sempre atuamos com profissionais sérios e comprometidos com a ética e o bem estar dos pacientes e assim permaneceremos nossa caminhada”, finaliza a nota.

O caso

A técnica de enfermagem Amanda Delmondes Benício, que trabalhava no Hospital São Judas Tadeu, em Cuiabá, registrou um boletim de ocorrências para denunciar irregularidades na unidade. Segundo ela, um paciente, major da PM, que estava saturando não estava recebendo o tratamento correto. Ele acabou morrendo. Antes, ele conseguiu pedir socorro a amigos e a uma advogada pelo celular. 

Amanda relatou que trabalhou até o dia 1º de abril no Hospital São Judas Tadeu como técnica de enfermagem e foi demitida naquele dia pois tentou contar nas redes sociais as irregularidades que estavam ocorrendo na unidade. 

Ela disse que fecharam o centro cirúrgico e fizeram uma semi-UTI. Afirmou que não tem sedação, medicamentos, disse que estão amarrando pacientes porque estão acordando.

A técnica de enfermagem disse que tentou comunicar aos donos do hospital sobre a situação que os pacientes estavam passando. Ela buscou pelas redes sociais, mas suas mensagens não teriam chegado aos donos. Ela conversou com outras pessoas e depois foi comunicada da demissão.

Ela também contou a situação do major PM Thiago. Segundo a denunciante, uma fisioterapeuta foi fazer diária no hospital e colocou a máscara VNI nos pacientes e jogou a pressão ao contrário. Segundo ela, Thiago estava saturando há duas semanas e a máscara é usada para ajudar o pulmão e a saturação. Como a pressão foi jogada ao contrário o major ficou roxo e os pacientes que estavam no quarto pediram socorro, porque Thiago pedia socorro.

A técnica em enfermagem então tirou a máscara VNI e conectou a máscara Venture 15l. O major, por seu celular, conseguiu enviar uma mensagem para uma amiga advogada para ir ao hospital, pois estavam "matando" ele, e pediu socorro.

O major conseguiu mandar mensagem para vários amigos e pediu para a advogada registrar um boletim de ocorrências, relatando o que havia acontecido no hospital. Segundo a enfermeira, durante a troca do plantão a equipe teria dito, na frente de Thiago, que teriam que deixar um paciente morrer para entubá-lo, e foi o que fizeram.

Quando a enfermeira foi hoje ao hospital questionar que os valores devidos a ela não foram depositados, foi mal tratada e por isso decidiu relatar o que viu.

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