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Domingo, 09 de maio de 2021

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SANTA CASA

Enfermeira presa estava com 25 testes da Covid-19 na bolsa e disse que usaria em atendimentos particulares

Foto: Rogério Florentino - OD

Enfermeira presa estava com 25 testes da Covid-19 na bolsa e disse que usaria em atendimentos particulares
A prisão da enfermeira G.G.T, em flagrante na madrugada deste domingo (11), no Hospital Santa Casa, em Cuiabá coloca em evidência uma possibilidade que passa a ser investigado em diversos plantões médicos nesse período de pandemia: o uso de insumos e equipamentos adquiridos para tratamento da Covid-19 na rede pública, para atendimentos particulares. 

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Na situação, flagrada pela equipe do delegado Caio Fernando Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a profissional de saúde estava com pelo menos 25 testes da Covid-19 e outros equipamentos para uso exclusivo em hospitais. 

Além disso, ele confirmou que estava com os apetrechos para fazer atendimentos particulares. "Na ação foi encontrado, a princípio, uma sacola plástica preta, em cujo interior havia os instrumentos (e medicamentos) para o teste covid via swab nasal, qual seja: 25 (vinte e cinco) “sabonetes”; 25 (vinte e cinco) cotonetes encontrados dentro de um envelope plástico lacrado; um (01) frasco de reagente; 25 (vinte e cinco) frascos para pipetagem; e 25 (vinte e cinco) tampinhas dos frascos. Também foi encontrado instrumentos utilizados para acesso venoso e nasal, a saber: dois (02) equipos macro gotas da marca Descarpak; dois (02) equipos dupla via da marca Vital Gold; quatro (04) catéteres nasais tipo óculos de oxigênio; três (03) Scalp 21Gx3/4, da marca Wiltex; e vários cateteres intravenosos de marca diversas".

Ao Olhar Direto, o delegado Caio Albuquerque disse que a enfermeira manifestou desconhecimento quantos aos referidos objetos encontrados em sua bolsa. "Por outro lado, ainda in loco, colheu-se informações de que nenhum servidor do hospital tinha autorização para retirar da unidade qualquer medicamente ou instrumento médico-hospitalar. Com isso, ela foi encaminhada para a delegacia para as providências cabíveis. Em depoimento, indagamos ela sobre os materiais, ela respondeu que era de sua propriedade, pois usava em seus plantões particulares, ocorre que na delegacia, ela nos informou que os matérias ambulatoriais ficavam em sua bolsa para facilitar atendimento de pacientes no Hospital Santa Casa, por questão de eficiência e necessidade”, disse o delegado. 

Os policiais também confirmaram que ouviram um enfermeiro da unidade que confirmou que o material apreendido é da Santa Casa, inclusive pontuando que os números de código apostos em cada material refere-se ao controle interno da Farmácia, e de maneira a saber em que está sendo utilizado.

O enfermeiro também asseverou que a conduzida tinha a função da triagem dos pacientes, o que não abrangia a realização de testes Covid, feito por enfermeiros próprios. Por fim, em suma, disse que nenhum servidor do hospital tem autorização para sair com qualquer medicamento ou instrumento de trabalho.

A enfermeira foi levada para a Polinter, no bairro Centro América, onde ficará até a realização da Audiência de Custódia. O delegado Caio Fernando diz em seu documento de lavratura de flagrante, que a prisão em flagrante é necessário que se transforme em preventiva para que haja garantia da ordem pública. 

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