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Terça-feira, 22 de junho de 2021

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COMPRA POR GOVERNADORES

Mauro faz crítica indireta ao governo federal e diz que Anvisa “não tem pressa” em liberar Sputnik

Foto: Tchélo Figueiredo

Mauro faz crítica indireta ao governo federal e diz que Anvisa “não tem pressa” em liberar Sputnik
Com a compra de 1,2 milhão de doses da Spunik V formalizada há mais de uma semana, o governador Mauro Mendes (DEM) voltou a reclamar da Anvisa, responsável por liberar a importação da vacina russa. O democrata afirma que a impressão é de que a agencia do governo federal não está com pressa em tal liberação. Fato que deverá atrasar a previsão da chegada do imunizante em Mato Grosso.

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“Eles não têm pressa. Anvisa é um órgão do governo federal, então, os brasileiros que tomem as suas conclusões. Não deveria haver essa demora. A lei é muito clara, entrou lá teria que liberar em 72 horas. Até agora não liberou. Os técnicos que representam os estados dizem que sentem uma má vontade na liberação, pois foi uma compra feita por governadores. É ridículo, mas vamos continuar insistindo”, declarou, durante entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta terça-feira (13).

Sem previsão de liberação, a Anvisa anunciou nesta segunda-feira (12) que a pedido do Fundo Soberano da Rússia adiou a visitação às instalações da fábrica. Assim, o início da vistoria, que estava previsto para quinta-feira (15) foi remarcado para o dia 19 e deve durar cinco dias. Tal visita é parte do protocolo da agência federal para a liberação do uso da vacina.

Ainda de acordo com a Anvisa, o laboratório União Química, representante da Sputnik no país, tem até 16 de maio para apresentar os documentos pendentes para a liberação. O alerta consta em manifestação do órgão ao Supremo Tribunal Federal (STF), na qual detalha a dificuldade para ter acesso aos dados.

No documento, a Anvisa chama a atenção para o fato "atípico" de que um dos principais documentos pendentes, o relatório técnico de avaliação emitido pela agência sanitária estrangeira de referência da vacina, que em regra é público, não estar disponível nesse caso.

A vacina russa já é utilizada por 50 países. Na América Latina, é aplicada na população do México e Argentina.

Cronograma

Conforme Mauro, quando o acordo de compra foi assinado, a previsão era de que o primeiro lote das 1,2 milhão de doses chegasse na segunda quinzena de abril. O cronograma deve sofrer alteração. “Tínhamos a previsão inicial. No início de abril a previsão era entregar na segunda quinzena do mês. A programação era entregar abril, maio, junho e julho. O que seria um grande reforço para o país, pois há muitos estados envolvidos. A previsão ainda é essa, mas com esse atraso das Anvisa, muito provavelmente irá mudar”.

“Não podemos ficar nos apegando a burocracia. Se falta algum documento, diga qual é. A princípio o Ministério da Saúde disse que ficaria com as vacinas e pagaria por elas. Tudo bem, se pagar vai colocá-las no PNI. Todos os governadores concordaram, mas se nós pagarmos, queremos as doses”, completou.

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