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Quinta-feira, 24 de junho de 2021

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​ATENDIMENTO RUIM

Após ser demitido médico denuncia caos em hospital que oferece leitos de UTI pelo SUS

Foto: Reprodução

No detalhe: o médico Wagner Miranda Jr.

No detalhe: o médico Wagner Miranda Jr.

O médico Wagner Miranda Jr., que trabalhava no Hospital e Maternidade Santa Rita, em Alta Floresta (a 792 km de Cuiabá), fez uma postagem denunciando o caos que estaria ocorrendo na unidade de saúde. Ele disse que foi demitido pois teria feito queixas sobre as condições de trabalho e atendimento. Em nota o hospital afirmou que não passa por maiores dificuldades e o atendimento a pacientes não foi prejudicado.

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Em uma postagem de ontem (12) em seu perfil no Facebook o médico insinuou que computadores e impressoras do hospital estariam com defeito, o que dificulta a prescrição de medicamentos, por exemplo, mas também que há falta de insumos e medicamentos.

"Hospital e Maternidade Santa Rita, melhor vocês realmente terem os 60 leitos com respiradores que funcionem, com medicações que não acabam com computadores e impressoras que funcionem para os profissionais fazerem suas evoluções, prescrever as medições que tem, porque quando não tem a farmácia do hospital regula quantas ampolas somente podem ser usadas porque está em falta né, daí quando acaba resolve comprar", disse o médico.

Wagner ainda disse que o hospital tem se aproveitado da pandemia para lucrar e que foi demitido pois teria feito queixas. Em agosto de 2020 o Hospital firmou contrato de credenciamento com a Prefeitura de Alta Floresta para atendimento de pacientes via Sistema Único de Saúde (SUS).

"Nós médicos, que não somos donos né, se reclamar é demitido, igual fizeram comigo, não existe humildade nem humanidade de alguns dentro desse hospital, aproveitando pandemia para lucrar, tirando os ventiladores de outras UTI só para montar uma bonita para mostrar para a Auditoria do SUS, depois que vão embora, volta a bagunça toda, pacientes SUS misturados com pacientes de convênios e particulares e assim vamos. Prefeitura e Ministério Público já estão cientes", afirmou.

O Hospital vem publicando vários comunicados em seu perfil no Facebook. Em um deles, do dia 31 de março, disse que se preparou para a chegada da pandemia, aderiu aos protocolos de atendimento determinados pelo Ministério da Saúde e demais órgãos competentes, e que oferece hoje 25 leitos de UTI para pacientes SUS. O valor do atendimento na unidade teria subido bastante.

"Os valores praticados de orçamento levam em consideração os custos operacionais, sendo que o agravamento da pandemia causou um superfaturamento de todos os insumos utilizados (medicamentos, oxigênio, mão-de-obra, equipamentos de proteção individual, e outros), assim como a manutenção de logística de internamentos, tudo realizado de acordo com o permitido pela legislação brasileira", esclareceu.

O Hospital e Maternidade Santa Rita publicou outra nota nesta terça-feira (13) com a intenção de "prestar esclarecimentos às autoridades e à população de Alta Floresta e região pelos acontecimentos de ontem, dia 12 de abril". Afirmou que vem ocorrendo uma "disseminação de informações falsas". 

A direção do hospital garantiu que o atendimento não foi prejudicado, que todos os leitos de UTI estão devidamente equipados e diariamente o hospital passa por vistorias da Secretaria Municipal de Saúde e do Escritório Regional da Secretaria Estadual de Saúde do Mato Grosso.

"Apesar das dificuldades encontradas em todo o cenário nacional para fins de aquisição de insumos, como é o caso do oxigênio e medicação, nunca houve prejuízos para a assistência médica, tendo sido destinado a todos os pacientes aquilo que era necessário para cuidado integral de sua saúde, de acordo com os protocolos estabelecidos pelas autoridades competentes", diz trecho da nota.

Leia a nota de hoje na íntegra pelo link.

Leia a nota do dia 31 na íntegra pelo link.

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