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Sábado, 15 de maio de 2021

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duas linhas de investigação

Morre adolescente de 17 anos que teve corpo queimado após recusar sexo a três

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Morre adolescente de 17 anos que teve corpo queimado após recusar sexo a três
Jean Alexandre dos Santos, de 17 anos, morreu na noite de domingo (18), no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), depois de ter o corpo queimado pelo namorado de 21 anos, em São Pedro da Cipa (a 158 km de Cuiabá). A informação foi confirmada ao Olhar Direto pela assessoria da unidade.

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Duas hipóteses são investigadas. A principal é de que a vítima teria se recusado a participar de sexo a três (ménage à trois) e outra de que o relacionamento entre ele e o suspeito teria sido descoberto. 

O suspeito J.A.S. foi preso na madrugada do dia 8 em São Pedro da Cipa, cidade onde ocorreu o crime. A vítima teve queimaduras na cabeça e no pescoço, o que dificultava sua respiração, por isso teve que ser intubado. Ele teve que ser transferido para Capital por conta do grave estado de saúde.

Em entrevista à TV Cidade (SBT) o delegado Ricardo Franco disse que os investigadores identificaram o suspeito que se trancou no próprio local do fato, em um quarto. Durante as oitivas com o suspeito e testemunha a polícia se deparou com a hipótese de que o suspeito e a vítima mantinham um relacionamento amoroso.

O outro homem que estava na casa no dia do fato foi inocentado. De acordo com a polícia, ele e o suspeito apenas moram juntos, mantém uma relação de amigos, e estavam assistindo um jogo de futebol no dia do fato. Uma das hipóteses investigadas pela polícia é de que o suspeito teria tentado matar o adolescente pois o relacionamento entre eles teria sido descoberto.

"O que estamos vendo [...] é se realmente teve uma tentativa de relação forçada e isso motivou ele a tentar ceifar a vida do companheiro, ou se foi uma outra discussão qualquer. Segundo uma testemunha a sociedade ficou sabendo e ele ficou muito chateado e por isso ele brigou com o companheiro e tentou matá-lo".

O delegado disse que o suspeito, conhecido como Pepê, já tem diversas passagens pela polícia e é conhecido na região. Durante sua oitiva ele não teria demonstrado arrependimento e mantinha um comportamento agressivo.

"Não está nem aí, uma pessoa altamente amoral, uma pessoa agressiva, tem um comportamento bastante estranho, uma pessoa que acredito que a sociedade não quer a presença dele, pelo menos a curto prazo, por isso devido à gravidade vamos representar pela prisão preventiva, para não responder ao processo em liberdade", disse o delegado.
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