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Quarta-feira, 22 de setembro de 2021

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Municípios pedem 19.426 doses da CoronaVac após reserva da segunda aplicação ser usada por recomendação da União

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Municípios pedem 19.426 doses da CoronaVac após reserva da segunda aplicação ser usada por recomendação da União
Com a garantia da estabilidade na entrega semanal de doses da CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, 48 municípios de Mato Grosso usaram todas as doses distribuídas e agora solicitam reposição para completar o esquema vacinal com a segunda aplicação do imunizante.

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Ministério da Saúde autorizou o uso sob justificativa de ampliar ainda mais a vacinação dos brasileiros, em andamento desde 18 de janeiro. A decisão consta no Sétimo Informe Técnico, distribuído no dia 20 de março aos Estados. Desde então, não é mais necessário fazer a reserva da segunda dose do imunizante do Butantan, como a pasta vinha orientando.

Entretanto, com a baixa reposição no Estado, a Comissão Intergestores Bipartite de Mato Grosso (CIB-MT) aprovou resolução que solicita ao Ministério da Saúde 19.426 doses da CoronaVac.

Como forma de equalizar a situação, o documento detalha a quantidade de segundas doses necessárias para cada grupo prioritário. Em Rondonópolis, por exemplo, são mais de quatro mil pessoas à espera.

Em Mato Grosso, precisam de segundas doses pessoas de 60 a 84 anos; pessoas de 90 anos ou mais; profissionais da saúde e trabalhadores das forças armadas, de segurança e salvamento.  

A CIB é composta por membros do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-MT) e da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT).
 
Falta insumos
 
O Butantan já paralisou o envase da vacina duas vezes por falta do Farmacêutico Ativo (IFA), matéria prima do imunizante. Os atrasos e adiamento de prazos são vistos como consequências das declarações do governo federal à China, fornecedor do insumo.

Nesta quarta-feira (5), o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas afirmou que nos próximos dias, esperava-se a entrega de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) suficiente para produzir de 6 a 8 milhões de doses da CoronaVac.

Porém, de acordo com Dimas Covas, existe uma previsão de redução deste volume, que inicialmente era de 6 mil litros e agora é de 2 mil litros.

"Nós dependemos da chegada desta matéria-prima o quanto antes para regularizar a entrega ao ministério. Tanto o Butantan quanto a Sinovac têm capacidade de processar maior volume de vacinas", explica. Com as mudanças, a previsão da nova data para recebimento do IFA é 13 de maio. 

Durante a coletiva, o presidente do Butantan reforçou que o novo coronavírus não foi produzido na China e não faz parte de uma guerra biológica: "A Organização Mundial da Saúde fez uma auditoria em Wuhan e deixou claras as condições de surgimento deste vírus. O relatório foi disponibilizado para o mundo. A China fez o que o Brasil não fez, conseguiu controlar a epidemia".
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