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Sexta-feira, 24 de setembro de 2021

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​FLORESTA EM RISCO

Investigação aponta que 'soja pirata' plantada em áreas desmatadas de MT foram vendidas a multinacionais

Foto: Christian Braga/Greenpeace

Investigação aponta que 'soja pirata' plantada em áreas desmatadas de MT foram vendidas a multinacionais
Uma investigação realizada por uma parceria internacional entre grupos de jornalismo apontou que soja plantada em áreas proibidas em Mato Grosso (soja pirata), em uma propriedade de Marcelândia, foi revendida às empresas Cargill, Bunge e Cofco por intermédio da Fiagril (comprada por um grupo chinês) e Aliança Agrícola do Cerrado (comprada por uma empresa russa). A propriedade onde o grão foi plantado já foi multada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e embargada pelo Ibama. A soja teria sido plantada na área embargada.
 
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As informações constam em uma investigação conjunta da Repórter Brasil, do Bureau of Investigative Journalism e do Unearthed, divulgada pelo UOL. Analisando imagens de satélite e dados ambientais MapBiomas a investigação conferiu que soja era cultivada ilegalmente em uma área embargada em Marcelândia.
 
 
Três multinacionais (Cargill, Bunge e Cofco) compraram soja de revendedoras que foram abastecidas por uma produtora rural multada por desmatar e incendiar a floresta amazônica em Mato Grosso. Por ter sido plantada ilegalmente em terras embargadas pelo Ibama, a soja é considerada "pirata".
 
A Moratória da Soja, mecanismo criado em 2006 para deter a destruição da floresta amazônica e assinado pelas empresas Fiagril, Aliança, Cargill, Bunge e Cofco, proíbe a compra ou exportação de soja cultivada em áreas da Amazônia que foram desmatadas depois de julho de 2008.
 
A propriedade rural teve cerca de 1.500 hectares de propriedade embargados em abril de 2019 pelo Ibama, e já foi multada em R$ 12 milhões, em 2016, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Ela está em uma lista da Moratória da Soja que reúne fornecedores acusados de desmatamento ilegal, que é divulgada às empresas do setor. As empresas Fiagril e Aliança Agrícola do Cerrado negaram que tenham comprado soja de áreas proibidas.

Leia a reportagem completa do UOL pelo link.
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