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Segunda-feira, 26 de julho de 2021

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De saída do PROS

Oscarlino diz que Gisela é “um fenômeno de votos que está derretendo no asfalto de Cuiabá”

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Oscarlino diz que Gisela é “um fenômeno de votos que está derretendo no asfalto de Cuiabá”
Após sair da crítica ‘aos dois lados’ para apoiar o então candidato Abílio Junior (PODE) na disputa pela Prefeitura de Cuiabá em 2020, a candidata derrotada Gisela Simona (PROS) tornou-se um “fenômeno de votos derretendo no asfalto de Cuiabá”. Esta é a avaliação do sindicalista e hoje secretário de Turismo da capital Oscarlino Alves, que ainda está no PROS, mas também afirma que sua permanência tornou-se insustentável.

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Oscarlino e Gisela romperam no segundo turno das eleições de 2020, quando a candidata, derrotada no primeiro turno, decidiu apoiar Abílio no segundo. “O posicionamento que a candidata demonstrou no primeiro turno, batendo no prefeito da capital [Emanuel Pinheiro, MDB] e se digladiando inclusive em debates privados nas redes sociais com o vereador Abílio à época, mostrou que era algo irreversível. Chegou três dias depois do primeiro turno, ela anuncia o apoio ao vereador Abílio. Então isso mudou completamente. O meu voto era pela neutralidade dentro do partido, ela não fez uma reunião estruturada com o diretório da capital, e aí o que aconteceu, foi acontecendo coisas inusitadas”, afirmou Oscalino na última segunda-feira (15).

Segundo o sindicalista, seis meses após a eleição foi movido contra ele um processo pedindo sua saída do PROS. “Já respondi o processo administrativo, a minha defesa é a verdade, com oito laudas. [Gisela] dissolveu o diretório estadual, eleito em convenção, ela conseguiu dissolver porque o partido é um partido que tem olhos para ela justamente por causa do capital político que a gente proporcionou, com 50 mil votos para deputada federal [em 2018], com 33 mil na capital, agora com 53 mil votos só na capital [em 2020]. O que vai acontecer? O partido tem o crédulo que ela vai se eleger deputada federal, esse é o pacto. [Mas] a gente vê com muita dificuldade, uma pessoa que trabalha nessa forma a liderança política dela dentro do partido, dificilmente vai ter forças para agregar outras energias, pessoas que tenham capilaridade política para somar e eleger ela a deputada federal, vai ter muita dificuldade”, opinou Oscarlino.

Desde as eleições municipais, a relação de Gisela com o deputado estadual João Batista, agora ex-presidente estadual do PROS, também se abalou. Segundo o parlamentar, Gisela teria articulado sua saída da presidência do partido depois que ele se negou a expulsar Oscarlino da sigla. Gisela, por sua vez, diz que esta crise não existiu e que João deixou o cargo de liderança no tempo regulamentar. A ‘crise’ tornou, para Oscarlino, insustentável sua permanência no partido. João Batista também já afirmou que apesar de querer ficar na sigla, pode ser que saia. E Gisela, por sua vez, já foi convidada por partidos como o MDB.

“Eu acredito que é muito difícil a situação da Gisela”, opinou Oscarlino. “Ela derreteu muito o capital político dela. Gisela é um capital político fenomenal, um fenômeno de votos que está derretendo no asfalto de Cuiabá. Vai ter dificuldade em formatar chapa, não sei da saída dela do MDB, mas a minha permanência no partido se tornou praticamente impossível e está se tornando impossível também a do deputado João Batista de rumar com ela”.

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