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Terça-feira, 28 de junho de 2022

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Chamou de 'viadinhos'

Padre de MT faz comentários homofóbicos contra jornalistas da Globo durante missa; veja vídeo

Foto: Reprodução/Facebook

Padre de MT faz comentários homofóbicos contra jornalistas da Globo durante missa;  veja vídeo
O padre Paulo Antônio Muller da Paróquia Nossa Senhora de Tapurah (451 km de Cuiabá) fez críticas e comentários homofóbicos no último domingo (13), enquanto celebrava a missa em uma transmissão online no Facebook. Na ocasião, ele chamou Erick Rianelli, assim como seu marido, Pedro Figueiredo, ambos jornalistas da TV Globo, de “viadinho”, devido à declaração feita pelo repórter ao companheiro no Dia dos Namorados (12), enquanto encerrava a edição do RJTV.

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Durante a Pastoral da Família, o padre, além das ofensas, também criticou a união homoafetiva, que, segundo ele, estaria em desacordo com os dogmas religiosos. No discurso feito aos devotos, ele ainda utilizou trechos da bíblia para justificar a fala homofóbica

“Pega a Bíblia e olha o Livro Gênesis: Deus criou o homem e a mulher. Isso que é casamento. Que chame a união de dois viados e de duas lésbicas de qualquer coisa, mas não de casamento, por favor. Isso é falta de respeito para com Deus (sic). Isso é sacrilégio, é blasfêmia. Casamento é coisa bonita e digna. O sentimento do amor é entre homem e mulher, marido e mulher”, disse o padre.

A manifestação ocorreu um dia depois da declaração feita por Erick no noticiário da TV fluminense, onde o repórter desejou um feliz Dia dos Namorados para o marido.  “Meu amor, meu marido, eu te amo, feliz Dia dos Namorados para a gente e para todos os casais apaixonados que estão nos assistindo, que todos tenham um dia dos namorados maravilhoso”, disse o jornalista ao vivo para o marido, Pedro Figueiredo. 

Em outro momento, da fala, o pároco também chamou o casal de “ridículo” e pediu para que os católicos não apoiassem uniões como a do casal. “Por favor, que esta não seja a sua cabecinha também, tá? Nem do seu filho, nem da sua filha”.

Assista o vídeo (1min49):


Homofobia é crime 

Desde junho de 2019, homofobia e transfobia são considerados crimes e podem dar de 3 a 5 anos de prisão. A decisão do Supremo Tribunal Federal ocorreu no dia 13 daquele mês, onde por 8 votos a 3, o órgão enquadrou declarações homofóbicas e transfóbicas como crime de racismo. Isso até o Congresso Nacional aprovar uma lei específica para o tema.

É considerado crime de homofobia e transfobia “praticar, induzir, ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual da qualquer pessoa. A pena será de 1 a 3 anos, mais multa, e pode subir de 2 a 5 anos se houver divulgação do ato homofóbico em meios de comunicação, como publicação em rede social.

Com a decisão, o Brasil se tornou o 43º país a criminalizar a homofobia, segundo o relatório “Homofobia Patrocinada pelo Estado”, feito pela Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (Ilga).
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