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Seguindo o PNI

Jayme nega que Bolsonaro tenha prometido doses extras de vacina: ‘Obrigação de Kalil era pedir’

22 Jun 2021 - 07:05

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Jayme nega que Bolsonaro tenha prometido doses extras de vacina: ‘Obrigação de Kalil era pedir’
O senador Jayme Campos (DEM) afirmou, na manhã desta segunda-feira (21), que em nenhum momento disse que haveria doses extras de vacinas contra a Covid-19 para Cuiabá e Várzea Grande. Ele participou de uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última semana, junto ao prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB) e ao secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso César Miranda. Segundo o senador, pedido foi feito, mas o Governo Federal precisa seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI).

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“A obrigação do Kalil era pedir, como demais prefeitos e governadores, agora, não significa que ele vai quebrar uma regra que tem, privilegiando alguns municípios em detrimento dos demais municípios brasileiros”, disse Jayme nesta segunda-feira (21). Também nesta manhã, o ministro da saúde Marcelo Queiroga negou, em reunião da Comissão Especial da Covid-19, que enviaria as doses a Cuiabá e a Várzea Grande como contrapartida à realização da Copa América em Mato Grosso.

Para Jayme, somente a Copa não é justificativa suficiente para o envio de mais vacinas. “Eu não disse que viria vacina para Cuiabá e para Várzea Grande. Fomos lá solicitar tendo em vista de que a Copa América, na medida em que Cuiabá tinha anunciado que ia receber um complemento, acredito que era obrigação do Kalil Baracat e do Jayme Campos também buscar se fosse de fato verdade para o município de Várzea Grande”, argumentou.

“O que o ministro nos assegurou de que está fazendo um trabalho no sentido de atender os estados que fazem fronteira com outros países, no caso de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, de aumentar um pouco a transferência das vacinas porque faz divisa com outros países. Mas não tem nada assegurado que virá um complemento, até porque nós temos um PNI, que é o Plano Nacional de Imunização, então qualquer conversa que sair fora dessa que tivemos, acho que não tem fundamento, até porque o ministro nos garantiu, tanto é que ele está próximo de vir a Rondonópolis, Cuiabá e Várzea Grande, e vai anunciar, mas não a vacina, a vacina é quase impossível”, complementou.

Na comissão desta segunda-feira (21), Queiroga chegou a dizer que estudava enviar mais doses por causa da grande área de fronteira seca com outros países, mas não pela Copa. Jayme concorda. “Até porque caso contrário teria que atender a todos os estados brasileiros, são 27 estados e 5.564 cidades, então não tem nenhum fundamento. Teria que atender não só a Copa América, mas os demais estados. Não faz diferença ter Copa América ou não ter Copa América”.

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