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Terça-feira, 03 de agosto de 2021

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INVESTIGAÇÃO CONTINUA

“Que aproveite a oportunidade para dizer quem mais está envolvido”, diz delegado sobre suspeito de executar PM

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

“Que aproveite a oportunidade para dizer quem mais está envolvido”, diz delegado sobre suspeito de executar PM
O delegado Caio Fernando Albuquerque, da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) disse que as investigações sobre a morte do policial aposentado Noel Marques da Silva, de 53 anos, e seu filho Noel Marques da Silva Júnior ainda continuam. Um dos suspeitos de executar as vítimas foi preso nesta segunda-feira (21) e já foi interrogado pela polícia. A expectativa é que ele dê mais informações sobre os outros envolvidos no crime, que teria sido motivado por um conflito familiar.
 
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O policial aposentado foi assassinado em agosto do ano passado em frente à sua residência no Bairro Novo Colorado. Segundo o delegado, desde o início das investigações já havia indícios de que se tratava de uma pistolagem, ou seja, um crime a mando de alguém.
 
As câmeras de segurança flagraram envolvimento de no mínimo três pessoas, dois entraram e participaram da execução e outro ficou no portão. Após o crime os familiares de Noel, como o filho dele, passaram a ir à delegacia cobrar o andamento das investigações. Noel Marques da Silva Júnior então acabou também sendo assassinado.
 
“Em janeiro deste ano sobreveio a morte do filho da primeira vítima, num bairro próximo, também alvejado por projeteis de arma de fogo. E nesse segundo fato, inclusive, o autor foi reconhecido, de maneira que contra ele recaem dois mandados de prisão cautelar”, disse o delegado Caio Albuquerque.
 
O suspeito foi preso ontem (21) em uma residência na região do Capão Grande, em Várzea Grande. O delegado disse que a expectativa é que “ele não pague sozinho pelo fato, mas aproveite a oportunidade para dizer quem mais está envolvido nesse episódio”. A investigação já juntou outros elementos, sendo que a principal hipótese é que o crime foi motivado por um conflito familiar.
 
“Tem essa linha, desse fato de um possível problema familiar que teria descambado para esse crime. O segundo homicídio também nos leva a uma conclusão de queima de arquivo para com a morte do pai, porque o filho sempre vinha aqui pedindo esclarecimentos. Essa hipótese é a que tem mais elementos”.
 
Segundo o delegado, as buscas ao suspeito foram difíceis pois ele é uma pessoa fria, esperta e mudava constantemente de residência, para despistar a polícia. No entanto, após o trabalho constante dos investigadores ele foi localizado. O suspeito será indiciado por homicídio qualificado por motivação torpe, seguido de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e o delegado irá representar pela prisão preventiva.

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