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Quinta-feira, 05 de agosto de 2021

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VACINA INDIANA

Mauro questiona aquisição da Covaxin sem autorização da Anvisa e defende investigação sobre suspeita de superfaturamento

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Mauro questiona aquisição da Covaxin sem autorização da Anvisa e defende investigação sobre suspeita de superfaturamento
Lutando para conseguir superar as condicionantes impostas pela Anvisa para a importação da Sputinik V, o governador Mauro Mendes (DEM) questionou o fato de o governo federal ter comprado a vacina indiana Covaxin antes mesmo de uma liberação da agência federal. O democrata, no entanto, evita polemizar quando questionado sobre a suspeita de superfaturamento na compra das doses do imunizante.

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Mauro lamentou o que avaliou como tratamento desigual das vacinas. E reforça ter achado estranho as dificuldades colocadas pela Anvisa para que estados adquiram as doses da Sputnik. Mato Grosso comprou 1,2 milhão de doses, mas só recebeu autorização para importar 71 mil. O estado, no entanto, precisa cumprir 29 condicionantes para ter a Licença de Importação.

Essa que está sendo objeto de alguns questionamentos nos últimos dias, o governo comprou sem nenhum tipo de liberação da Anvisa

“A gente fica triste quando vemos que outras vacinas não receberam o mesmo tratamento. Essa que está sendo objeto de alguns questionamentos nos últimos dias, o governo comprou sem nenhum tipo de liberação da Anvisa. Não quero entrar nessa polêmica, pois vamos trabalhar duramente para vencer a burocracia imposta pela Anvisa e comprar essa vacina (Sputnik)”, ponderou, durante de entrega de 600 títulos de propriedade no Bairro São João Del Rey, em Cuiabá, nesta quarta-feira (24).

O governador afirma que só teve conhecimento dos questionamentos envolvendo a compra da vacina indiana pela imprensa, mas defendeu que, no mínimo, as suspeitas devem ser investigadas. “Não tenho elementos que me permitem fazer um juízo de valor. É melhor as autoridades competentes cuidarem desse caso, como deve ser sempre”.

Além da Anvisa, o governo federal tem pressionado o cumprimento do contrato assinado em março com a Precisa Medicamento, representante no Brasil da Bharat Biotech, empresa indiana que fabrica a Covaxin. O acordo previa a entrega de 20 milhões de doses. A empresa, no entanto, diz que a Anvisa liberou a importação de 4 milhões de doses e aguarda que a agência defira a Licença de Importação.

As suspeitas

A CPI da Covid avança na investigação sobre o processo de importação do imunizante indiano. Um dos pontos é o contrato para a compra da Covaxin, da Bharat Biotech, totalizou R$ 1,6 bilhão. O preço é 1000% maior do que o anunciado pela própria fabricante há seis meses.

Outra questão é a denúncia do servidor concursado Luis Ricardo Miranda, que trabalha na área de importação do Ministério da Saúde. Ele afirma que, após se recusar a assinar um documento referente à importação da Covaxin, foi pressionado por integrantes da Pasta para enviar logo a documentação do imunizante à agência, mesmo estando incompleta.

Por conta disso, segundo o servidor, ele se encontrou pessoalmente com Jair Bolsonaro em 20 de março para denunciar as suspeitas envolvendo o trâmite da aquisição. O presidente teria se comprometido a encaminhar o caso à Polícia Federal (PF).

Após a denúncia, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, anunciou que Bolsonaro determinou a abertura de uma investigação do servidor.

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