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Quinta-feira, 16 de setembro de 2021

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​PERÍODO DE PANDEMIA

Procon decide multar Hospital Santa Rosa em R$ 700 mil após prática abusiva no valor de consulta

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Procon decide multar Hospital Santa Rosa em R$ 700 mil após prática abusiva no valor de consulta
Após constatação de prática de cobrança abusiva feita pelo Hospital de Medicina Especializada S.A- Santa Rosa, o Procon Municipal protocolou na tarde desta quarta-feira (7), decisão administrativa resultante em multa no valor de R$ 699.555,54. A medida foi motivada após recebimento de denúncia, por parte dos usuários, em relação ao aumento de preço da consulta no Pronto Atendimento em março de 2021.
 
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Uma das justificativas apontadas foi em razão ao aumento da demanda em razão dos casos de Covid-19. Os valores cobrados foram os pacientes com suspeita do coronavírus.
 
A unidade hospitalar praticava o valor por consulta de R$ 380 no pronto-atendimento até o dia 22 de março. Na época, em razão suspensão dos serviços em três unidades particulares, o valor foi ampliado para R$ 800, elevação de 110%, conforme constatação em 24 de março de 2021.
 
Ao Procon, a justificativa apresentada foi a de que esse valor se restringia a consultas particulares. A administração citou ainda que o aumento na taxa de ocupação dos leitos de UTI, manutenção do local, compra de equipamentos, além do crescimento dos plantões embasaram o valor.
 
O secretário-adjunto de Proteção e Defesa do Consumidor, Genilto Nogueira, explicou que todas as medidas e prazos foram cumpridos pela equipe de fiscalização do Procon, sendo a primeira notificação entregue no final do mês de março para apresentação da documentação solicitada.
 
Nogueira explicou que após a aplicação da medida, a empresa irá efetuar o pagamento pela Guia de arrecadação Municipal (DAM), no prazo de 30 dias. É previsto ainda que a empresa fornecedora de serviços hospitalares tem um prazo de 10 dez para apresentação de recurso administrativo, com efeito suspensivo.
 
"Um fato que merece destaque é quanto aos planos de saúde que não efetivaram aumentos por conta do crescimento da demanda. Por isso, não é justo, os pacientes particulares serem prejudicados com esse aumento abusivo", ressaltou o secretário-adjunto de Proteção e Defesa do Consumidor.
 
Na ausência do recurso ou pagamento da multa, o débito será inscrito em Dívida Ativa, para posterior cobrança, com juros legais e atualizados monetariamente.
 
A equipe de fiscalização da Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Municipal) solicitou ao Hospital Santa Rosa informações (por meio da notificação 012/2021) informações quanto ao aumento do valor da consulta o que pode denotar a prática de cobrança abusiva.
 
"A conduta desrespeita o Código de Defesa do Consumidor – CDC (Lei Federal nº 8.078/90) e demais legislações. No inciso X, do art. 39, consta que é considerada como prática abusiva a elevação de preço sem justa causa, além de estabelecer que tal atitude gera no consumidor vantagem manifestamente excessiva.", disse o secretário-adjunto de Proteção e Defesa do Consumidor, Genilto Nogueira.
 
A Política de Relações de Consumo garante o atendimento das necessidades básicas dos consumidores, o respeito à sua dignidade, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia nas relações de consumo (Lei nº 8.078/90- artigo 4º).
 
"É nosso dever enquanto órgão de defesa e proteção do consumidor buscar informações e fiscalizar as relações de consumo para que sejam cumpridos os dispositivos previstos nas leis que amparam o consumidor. Um aumento considerável de preço em tempos de situação de emergência desde março de 2020 não configura justa causa mas sim, uma insensibilidade com todos que necessitam de atendimento neste momento", finalizou Genilto Nogueira.

Outro lado

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em resposta à notícia de que o Procon de Cuiabá aplicou multa de R$ 699 mil ao Hospital Santa Rosa por suposta prática de preço abusivo de consultas médicas, informamos que o Hospital irá recorrer até que a referida decisão seja reformada, pois o órgão consumerista incorreu em equívoco na análise do caso, uma vez que a elevação temporária no preço da consulta de pacientes particulares no Pronto Atendimento foi embasada em justo motivo relacionado ao período agudo de enfrentamento da pandemia Covid.

É importante destacar que o Hospital Santa Rosa foi o único hospital na cidade de Cuiabá que, no período agudo da doença, não fechou as portas do Pronto Atendimento para o atendimento de pacientes com suspeita de Covid-19. Por consequência, para absorver os pacientes oriundos das instituições que não suportaram o volume de atendimentos no período, o Hospital foi obrigado a alocar recursos humanos e materiais para suportar o acentuado aumento da demanda no Pronto Atendimento e assegurar a permanência das portas abertas para atender a população.

Por fim, registramos que menos de 10 (dez) pacientes foram cobrados pelo valor de consulta reajustado, num universo de 1.993 mil atendimentos realizados no período em que vigorou o aumento de preço, no Pronto Atendimento.

Danilo Henriques Rebouças de Brito
Diretor Executivo
Hospital Santa Rosa



Atualizada às 16h10.
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