Olhar Direto

Domingo, 16 de janeiro de 2022

Notícias | Política MT

POLÊMICA NACIONAL

Emanuel refuta tese de voto imprenso: “não creio que seja fácil fraudar uma urna eletrônica”

18 Jul 2021 - 16:03

Da Redação - Airton Marques / Do Local - Max Aguiar

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Emanuel refuta tese de voto imprenso: “não creio que seja fácil fraudar uma urna eletrônica”
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) evitou criticar diretamente o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), mas refutou a tese de que as eleições podem ser fraudadas caso não haja voto impresso em 2022.
A mudança na votação é defendida por Bolsonaro desde que era deputado federal. Com as últimas pesquisas de intenção de voto, no entanto, o presidente voltou a defender a tese e se insurgiu contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso.

Leia também:
Em Minas Gerais, ministro da Infraestrutura afirma que Lucas do Rio Verde será grande entroncamento ferroviário do Brasil

Na opinião de Emanuel, o sistema eleitoral brasileiro é seguro e pode ser seguido pelo resto do mundo. “Em 2001, durante meu primeiro mandato de deputado estaual, fui presidente da CPI do voto na Assembleia, em que auditei uma urna eletrônica. Era do PDT e o Brizola sempre batia nessa possibilidade de fraudar, mas depois, com a experiência e passar do tempo, acho que o Brasil está sendo um case de sucesso para o Mundo. Não creio que seja fácil fraudar uma urna eletrônica”.

“Entendo a preocupação do presidente, mas o histórico das urnas, desde que foram implantadas, mostra a segurança e o respeito à vontade popular. Ta aí o presidente Bolsonaro eleito em 2018”, completou.

Voto eletrônico

No Brasil, o voto é realizado inteiramente pelo sistema eletrônico desde as eleições de 2002. A última tentativa de introduzir o voto impresso foi em 2015, quando Bolsonaro apresentou como uma emenda à minirreforma eleitoral feita naquele ano. O Congresso aprovou, mas a medida acabou sendo considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018, já que criaria situações em que falhas na impressora ou até um sequenciamento de cédulas permitiria identificar em quem determinado eleitor votou.

Agora, Bolsonaro luta pela aprovação de uma emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada Bia Kicis (PSL-DF). Caso aprovada, a matéria retoma a ideia de que impressoras sejam acopladas à urna eletrônica, com um recipiente lacrado e transparente onde esses votos seriam armazenados.

No procedimento, o eleitor não leva o comprovante, mas poderia observar pela transparência do recipiente se o voto computado pela urna eletrônica corresponderia ao que foi digitado por ele no equipamento.

A matéria tem poucas chances de ser aprovada no Congresso, já que presidentes de 11 partidos se uniram contra o voto impresso. Caso não passe, o presidente trabalha com um plano B, que seria requerer ao TSE que os votos sejam contados de forma pública.
Entre em nosso grupo de WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet