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Domingo, 28 de novembro de 2021

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Técnica em enfermagem e mãe são presas por tramar assassinato de PM por 'motivo familiar'

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Técnica em enfermagem e mãe são presas por tramar assassinato de PM por 'motivo familiar'
A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu, na tarde de quarta-feira (14), uma técnica em enfermagem do antigo Pronto-Socorro de Cuiabá (PSMC), acusada de tramar a morte do policial militar aposentado Noel Marques da Silva, de 52 anos.

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O mandado contra ela acabou sendo cumprido na tarde de ontem, após ter sido expedido pela Justiça. A mãe da acusada também foi presa, acusada de incentivar a filha a tramar o crime. Ela estava na região do Distrito da Guia, em Cuiabá.

No dia 21 de junho, a polícia prendeu um homem suspeito de executar o PM, em agosto de 2020 e o filho, Noel Marques da Silva Júnior, em março de 2021.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Caio Albuquerque, a principal linha de investigação seria a de que o crime seria causado por motivo familiar, e que o filho do PM teria sido assassinado por queima de arquivo. "Tem essa linha, desse fato de um possível problema familiar que teria descambado para esse fato. O segundo [assassinato] também nos leva a uma conclusão de queima de arquivo para com a morte do pai, porque o filho sempre vinha aqui pedindo esclarecimentos. Essa hipótese é a que tem mais elementos", afirmou o delegado.

Ainda de acordo com o delegado, a Polícia estava há tempos em busca do suspeito, mas ele é 'frio e muito esperto', e mudou várias vezes de residência. "Há tempos estávamos atrás dele. É um rapaz bastante frio, esperto, e ele estava fugindo, mudando de residência, isso no intuito de dificultar a localização dele. Mas graças a um trabalho constante de todo dia, em campanas, conseguimos localizá-lo na região do Capão Grande, em Várzea Grande, em uma residência onde ele estava com sua esposa", explicou. 

Relembre o caso

O militar aposentado Noel Marques da Silva foi surpreendido pelo atirador no momento em que desceu de seu carro para abrir o portão de sua casa. O militar da reserva que atuava no 4° Batalhão foi atingido por dois tiros em sua cabeça e no pescoço. O crime de tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte) foi a princípio descartado pela polícia. O corpo do ex-policial foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

Sete meses após o assasinato do policial, seu filho, identificado como Noel Marques da Silva Júnior, também foi assassinado, próximo a cervejaria Ambev, em Cuiabá. Na época, testemunhas chegaram a reconhecer o responsável pelo homicídio como o mesmo autor dos disparos que matou o pai. 
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