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Quinta-feira, 23 de setembro de 2021

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Pantanal mato-grossense reduziu em 80% o número de focos de calor

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Pantanal mato-grossense reduziu em 80% o número de focos de calor
O número de focos de calor no Pantanal Mato-grossense reduziu entre 92% e 80% este ano em relação ao ano passado. Os dados são do Corpo de Bombeiros, que junto com os moradores locais, se mostram otimistas em relação à área, que no ano passado, foi palco de uma tragédia por conta dos incêndios florestais.

Segundo o major do Corpo de Bombeiros, Rafael Ribeiro Marcondes, atualmente, a preocupação está em torno da Baía Guató, que registrou fogo duas vezes neste mês de julho. Por ser um local de mata densa e difícil acesso – se chega apenas por embarcações ou aeronaves -, o combate às chamas fica prejudicado.

Em relação às propriedades rurais, Marcondes diz que a redução dos focos tem três motivos básicos. A primeira delas é a falta de material combustível, já que a biomassa foi toda consumida no ano passado.

A segunda é a formação de brigadistas e a própria conscientização das pessoas em relação aos danos que podem ser causados pelas chamas.

Desde o começo do ano, os Bombeiros, junto com o Sindicato Rural de Poconé, Guardiões do Pantanal e demais organizações civis da região iniciaram a qualificação de moradores para lidar com o fogo.

Além de capacitar as pessoas para agir em ocorrência, os trabalhos auxiliaram a comunicação entre os envolvidos no combate às chamas.

"Muitos lugares são de difícil acesso e as equipes demoram a chegar. Então, com a descentralização, tanto a comunicação como a ação são mais imediatas, evitando a expansão das chamas", afirmou.

O presidente do Sindicato Rural de Poconé e membro do Guardiões do Pantanal, Raul dos Santos, explica que a comunidade está mobilizada diante do problema. Participou dos cursos e está atuante diante das políticas de prevenção.

Na avaliação dele, muitos pontos avançaram este ano, como o treinamento dos brigadistas, porém há muito o que fazer. Entre as reivindicações locais está a melhoria das infraestruturas, principalmente as estradas boiadeiras e as pistas de pousos, bem como a construção de poços e represas para que as equipes não precisem se deslocar por grandes áreas para abastecerem os carros-pipa.

Existe ainda uma preocupação latente que são as fazendas abandonadas. Nas áreas, não são realizadas as ações preventivas, como a construção de aceiros e nem sequer a manutenção do acesso.

Os pontos foram um dos obstáculos enfrentados no ano passado, quando o bioma Pantanal teve 23 mil km quadrados consumidos pelo fogo.
 
Quem são os Guardiões
 
Os Guardiões do Pantanal são um grupo formado por integrantes das cadeias produtivas do Pantanal Mato-grossense. Eles se uniram após o desastre ambiental das queimadas, vivido em 2020, e pretendem realizar e apoiar ações que contemplem o desenvolvimento sustentável da região e a valorização da cultura pantaneira.

Também irão acompanhar e cobrar mudanças na legislação e a implantação dos projetos de infraestrutura que auxiliem a sobrevivência e evitem que a região seja consumida pelo fogo.

Ações de monitoramento

As ações de monitoramento via satélite e o atendimento prestado pelas equipes do Corpo de Bombeiros evitaram que Mato Groso registrasse incêndios florestais de grandes proporções nos primeiros 19 dias do mês de julho, início do período proibitivo do uso de fogo no Estado.

Os dados constam na tabela de atendimentos do 1° e 2° ciclo operacional da Temporada de Incêndio Florestal (TIF2021), que vêm sendo acompanhados pelo Batalhão de Emergências Ambientais (BEA).

A tabela mostra o registro de 1.140 ocorrências de queimadas e incêndios florestais de pequeno e médio porte em todo Estado no período observado. Os militares atenderam um total de 207 ocorrências diretas de combate aos incêndios florestais e 450 ações de prevenção e monitoramento de áreas com risco eminente para propagação de fogo e 8 formações de brigada.

Os números detalhados mostram o quantitativo de atendimentos em cada uma das sete unidades regionais. O Comando Regional I (CR-I), em Cuiabá atendeu: (37) chamados de combate aos incêndios florestais e outras (108) ações de prevenção e monitoramento. O (CR-II), em Rondonópolis atendeu: (12) chamados de combate aos incêndios florestais e (9) ações de prevenção e monitoramento. Em Sinop, o (CR-III) atendeu: (52) chamados de combate aos incêndios florestais e (140) de prevenção e monitoramento e (4) formação de brigada. O (CR-IV) de Tangará da Serra atendeu: (28) de incêndio florestal, (13) prevenção e monitoramento (1) formação de brigada.
 
Ainda de acordo com os dados, o (CR-V) de Cáceres atendeu: (22) de incêndio florestal, (12) prevenção e monitoramento e (1) formação de brigada. O (CR-VI) de Barra de Garças atendeu: (19) de incêndio florestal, (59) prevenção e monitoramento e (1) formação de brigada. O (CR-VII) de Alta Floresta atendeu: (8) de incêndio florestal e (81) prevenção e monitoramento. O BEA registrou: (29) de incêndio florestal e (28) prevenção e monitoramento. 

A totalidade de atendimentos na área urbana, no período de 1 a 19 julho, foram 464 ocorrências de combate aos incêndios em vegetação dentro ou próximas das cidades.

Denúncias e atendimentos

Para atendimento das ocorrências de incêndios florestais, deve ser acionado o número 193 do Corpo de Bombeiros. Já em caso de denúncias de queimadas nas áreas rurais o cidadão deve entrar em contato pelo 0800 647 7363.

Queimadas urbanas devem ser denunciadas na prefeitura do município de ocorrência, nas secretarias municipais de meio ambiente ou defesa civil municipal.
 
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