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Sexta-feira, 22 de outubro de 2021

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FILA DOS OSSINHOS

Secretária afirma que governo já entregou 46 mil cestas básicas em Cuiabá e critica "inércia" da prefeitura

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Secretária afirma que governo já entregou 46 mil cestas básicas em Cuiabá e critica
Enquanto centenas de cuiabanos continuam se enfileirando em busca de ossos de vaca na frente a açougue no bairro CPA II, em Cuiabá, a secretária estadual de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Rosamaria Carvalho, aponta a inércia por parte Prefeitura de Cuiabá em relação à atuação na área social, em especial no combate à fome dos mais vulneráveis. A declaração é feita logo após o governador Mauro Mendes (DEM) questionar o que o município tem feito para reverter tal situação.

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De acordo com a secretária, o município tem recebido os repasses em dia do Governo do Estado a título de cofinanciamento para aplicar na área social, valores suficientes para aquisição de milhares de cestas básicas. Além disso, conforme Rosamaria, também é dever da prefeitura fazer investimentos próprios para auxiliar a segurança alimentar das famílias.

“A Assistência Social é uma responsabilidade objetiva das prefeituras, e cabe ao Estado fazer os devidos repasses de cofinanciamento, o que ocorre rigorosamente em dia. Por isso me espanta ver cenas como a fila para receber ossinhos. Essas pessoas deveriam estar sendo assistidas, pois o Estado faz repasses e a Prefeitura deveria fazer os devidos investimentos”, questionou.

Rosamaria registrou que a Setasc já recebeu, somente neste ano, mais de 3 mil ofícios de diversas entidades assistenciais de Cuiabá, pedindo milhares de cestas básicas. Destacou que essa quantidade de pedidos chama a atenção, pois somente o governo estadual já entregou mais de 46 mil cestas básicas neste ano em Cuiabá, por meio do programa Vem Ser Mais Solidário, liderado pela primeira-dama Virginia Mendes.

“Queremos saber quantas e quais entidades a Prefeitura beneficiou com cestas básicas, até mesmo para que a distribuição pelo Estado possa atender também outras instituições, para não haver duplicidade. Mas infelizmente não há transparência”, pontuou.

A secretária ainda lamentou que a prefeitura tenha fechado o Prato Popular municipal, no início da pandemia, e não tenha retomado até hoje o serviço de alimentação aos mais carentes. “Nós tivemos que parar com o atendimento presencial no Prato Popular por conta da pandemia, mas nos reinventamos e no mesmo local fazemos a entrega das refeições e marmitas aos moradores de rua e pessoas carentes. São 200 refeições no almoço e 200 marmitas no jantar, todos os dias. Já entregamos mais de 34 mil refeições no almoço e 35 mil marmitas no jantar este ano. É preciso fazer muito mais, porém não temos respaldo do município”.

Rosamaria também destacou a criação do programa SER Família Emergencial, que tem auxiliado cerca de 100 mil famílias em todo o estado, sendo mais de 12 mil somente em Cuiabá, com auxílio de R$ 150 por mês. A ajuda será estendida até o final de 2022, e o Estado ainda ofertará cursos de qualificação para um membro de cada família, de forma a ajudar os cidadãos a encontrarem oportunidades de uma vida melhor.

“Foram mais de 1 mil vagas nos postos do Sine em Cuiabá. A partir de setembro, vamos colocar gradativamente à disposição mais de 1 mil vagas de qualificação profissional. Nosso objetivo não é fazer somente assistencialismo, mas também ajudar essas pessoas a encontrarem uma colocação no mercado de trabalho”, finalizou.

Ações municipais

Com o questionamento feito pelo governador, a secretária de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Hellen Ferreira, elencou uma série de medidas adotadas durante a pandemia e garante que a Pasta não foca no assistencialismo. Reiterou ainda que ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade social recebem atenção diferenciada da prefeitura.

“Lamento que mais uma vez os profissionais que desempenham a honrosa função de desenvolvimento da política de assistência social para administração pública em Cuiabá e, não o assistencialismo, tenham o desempenho de suas atividades preteridas por parte do governador do Estado”, diz trecho da nota.
 
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