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Caso Dilmar

Fabinho cita ‘presunção de inocência’, mas afirma que decisão sobre liderança é ‘do governo e não do partido’

28 Jul 2021 - 14:11

Da Redação - Isabela Mercuri / Do Local - Max Aguiar

Foto: Olha Direto

Fabinho cita ‘presunção de inocência’, mas afirma que decisão sobre liderança é ‘do governo e não do partido’
Após o atual líder do governo do Estado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Dilmar Dal Bosco (DEM) ter sido denunciado de participação e fraude em licitação do transporte intermunicipal, o presidente do Democratas no estado, Fábio Garcia, afirmou que a ‘presunção de inocência’ é constitucional, mas desconversou sobre a permanência do parlamentar, ou não, na liderança: “quem define isso é o governo, e não o partido”.

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Dilmar Dal Bosco (DEM) e Pedro Satélite (PSD), alvos da operação, integraram a Comissão Especial de Transportes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nas condições de relator e presidente. Ambos agiram, segundo investigação, para atrapalhar procedimento licitatório. Eles foram alvo da terceira fase da “Operação Rota Final”, que  busca apurar crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude na licitação do setor de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros de Mato Grosso (STCRIP-MT), promovida pela Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso e  Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (AGER-MT) . 

A questão da mudança na liderança da Assembleia tem sido tema de conversas de bastidores, apesar de ainda não haver nada de concreto ou anunciado. “Essa é uma decisão de liderança de governo, e, portanto, é uma questão de governo e não partidária. O que eu posso dizer é que até que se tenha, na verdade, algo mais contundente... O fato de haver uma denúncia não quer dizer que a pessoa seja culpada. Então a gente não pode pré-julgar. A própria constituição brasileira determina a presunção da inocência a todos os cidadãos brasileiros, não somente a um político, ao Dilmar, mas a todos os brasileiros”, argumentou Garcia nesta quarta-feira (28).

“O Dilmar continua contando com a nossa confiança partidária para ter o apoio necessário, para continuar fazendo o trabalho que ele faz seja na Assembleia Legislativa como deputado estadual, seja como integrante importante do Democratas e também se precisar do partido como líder do governo também, então a gente na verdade, agora, a decisão de quem será líder ou não do governo não compete ao partido e sim ao governo”, completou.

O presidente do partido ainda disse que teve ‘uma breve conversa’ com Dilmar sobre o assunto, por iniciativa do parlamentar. “Conversamos rapidamente sobre essa questão, mas não entramos em nenhuma profundidade, mas na verdade o Brasil funciona assim, o fato de haver uma denúncia não quer dizer que ele seja culpado, então a gente tem que preservar a presunção da inocência e ele tem nossa confiança”, finalizou.
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