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Moradores protestam na porta da Prefeitura de Várzea Grande: "Não vai água, mas a fatura vai"

13 Ago 2021 - 10:21

Da Redação - Michael Esquer / Da Reportagem Local - Fabiana Mendes

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Sem água, moradores de VG cobram DAE e prefeitura

Sem água, moradores de VG cobram DAE e prefeitura

Diante da recorrente falta de água em diferentes pontos da cidade, moradores de Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá) protestaram em frente à prefeitura da cidade na manhã desta sexta-feira (13). Com baldes, cartazes e roupas sujas, cerca de 50 pessoas se manifestaram contra os serviços prestados pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE). Entre os relatos, alguns apontam falta de água de até um mês. 

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“Nós somos prejudicados, nós temos uma rua lá que só tem pessoas idosas. Eu sou aposentada, ganho um salário, daí tenho que comprar remédio, pagar exame, porque o Sus [Sistema Único de Saúde] demora demais”, conta ao Olhar Direto, Irene Companhoni, idosa moradora do bairro Deputado Milton Figueiredo que esteve na manifestação.
 
De acordo com a moradora, é comum que a água venha com normalidade apenas uma vez no mês em seu bairro. Uma frequência que torna a realidade difícil da pandemia ainda mais complicada para ela e demais habitantes da região. 

“A gente precisa pagar [caminhão pipa], [apesar de] pagar água. Ontem ainda comprei mil litros de água, [por] R$ 40, eu tava com a casa suja, roupa suja. A água [quando vem, vem] pura lama, as caixa então fica grossa de lama”, disse. 
 
Moradora de bairro relata que idosos tem sofrido com a falta de água, que chega a um mês. (Foto: Rogério Florentino)

Realidade que é a mesma enfrentada por Rodriga da Silva Matos, 59 anos, outra moradora, desta vez do bairro Cristo Rei. À reportagem, ela contou que se deslocou de bicicleta até a manifestação para poder reclamar do serviço prestado pelo DAE na cidade. 

“[Mora comigo] meu pai que tá com 86 anos, tem minha irmã que tá com uma lanchonetezinha lá do lado [da nossa casa]. Nós ta usando a água que ela ta comprando e aí como é que fica?”, indaga a moradora ao questionar a falta de água e o pagamento de um serviço que deveria estar sendo prestado. 

Segundo ela, o pai é doente e tinha uma cirurgia agendada para ser feita, porém, não pode realizar o procedimento devido à instabilidade do fornecimento do recurso hídrico. Nesse cenário, indignada, a moradora cobra a responsabilidade da empresa com os moradores da cidade, que tem enfrentado muitas dificuldades.

Os moradores que estavam na manifestação queriam encontrar o prefeito da cidade, Kalil Baracat (MDB), porém, ele estava em agenda em outro evento.  “Tem três semanas que não vai água na minha casa, mas a fatura vai”, desabafou Rodriga.

Moradora do Cristo Rei foi de bicicleta até o protesto. (Foto: Rogério Florentino)
 
O que diz o DAE

O presidente do DAE, Carlos Alberto Simões de Arruda, esteve na manifestação durante uma presença curta. Na ocasião, os manifestantes passaram a proferir reclamações do serviço prestado pela empresa diretamente para Arruda, que terminou deixando os protestos e ingressando nas instalações da prefeitura. Procurada pela reportagem, a assessoria do DAE ainda não se posicionou quanto as demandas dos moradores da cidade. 

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