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Sábado, 21 de maio de 2022

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A mando do STF

Presidente da Aprosoja é alvo de operação da PF contra ataques à democracia; Sérgio Reis e deputado também investigados

Foto: Aprosoja

Presidente da Aprosoja é alvo de operação da PF contra ataques à democracia; Sérgio Reis e deputado também investigados
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Antônio Galvan, foi identificado como o alvo do mandado de busca e apreensão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no estado, por supostos crimes de contra a democracia. Além dele, também são alvos na ação o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) e o cantor e ex-deputado Sérgio Reis.

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Os agentes da PF estiveram na casa do presidente da Aprosoja na manhã desta sexta-feira (20), onde cumpriram o mandado de busca e apreensão. Ele não estava em casa e o cumprimento das ordens foi acompanhada pela sua filha.

O objetivo das medidas é apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes.

Segundo a colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bérgamo, Sergio Reis almoçou com Bolsonaro e com o presidente da Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), Antonio Galvan, na semana em que convocou o movimento do 7 de setembro em Brasília.

Após a reunião, disse que o grupo financiaria o movimento de 7 de setembro contra a Corte. A Aprosoja, que não havia se manifestado até então, soltou uma nota dizendo-se a favor da democracia. 

Segundo 'O Antagonista', a Aprosoja - com Galván no comando - virou uma espécie de canal rural de ativistas do bolsonarismo. Em maio, ajudou a organizar e financiar um comício do presidente-candidato em Brasília. Nem todas as sucursais concordaram em participar do caixa, o que levou Bolsonaro a recorrer a Galván.

Os mandados, que foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, estão sendo cumpridos no Distrito Federal (1), além dos estados de Santa Catarina (6), São Paulo (2), Rio de Janeiro (1), Mato Grosso (1), Ceará (1) e Paraná (1). Um deputado federal é um dos alvos.

Otoni foi denunciado pela PGR ao STF em julho de 2020 pelos supostos crimes de difamação, injúria e coação em vídeos com ataques e ofensas a Alexandre de Moraes. No mês seguinte, a Justiça de São Paulo determinou a exclusão das postagens.

Atualizada às 08h38
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