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Quarta-feira, 27 de outubro de 2021

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PSDB é oposição

Com Leitão tentando ‘colar’ em Bolsonaro, Leite minimiza divergências: “É um processo de entendimento”

14 Set 2021 - 16:40

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

Foto: Reprodução

Com Leitão tentando ‘colar’ em Bolsonaro, Leite minimiza divergências: “É um processo de entendimento”
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que esteve em Cuiabá no último sábado (11), minimizou o fato de o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) ter se aproximado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), enquanto o PSDB já marcou oposição e, inclusive, fará prévias para escolher um candidato à presidência da República para 2022. Segundo Leite, o partido não toma decisão por todos os seus filiados, e é necessário um processo de entendimento.

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Corre nos bastidores a possibilidade de o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ser candidato a senador por Mato Grosso, em 2022, com Leitão como candidato ao governo. A ideia é lançar um bloco ligado ao agro e com apoio do presidente Jair Bolsonaro, atualmente sem partido. A articulação tem participação, inclusive, do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que quer formar um bloco contra a gestão do governador Mauro Mendes (DEM).

Na última semana, o PSDB se posicionou oficialmente como oposição a Bolsonaro. Segundo Leite, no entanto, é normal que haja divergências. “A gente tem que entender que as ações são individuais, estar em um partido não significa concordar com tudo. Nem na mesma família a gente concorda sobre tudo, quem dirá num partido político. É natural que haja diferenças a partir das diferentes experiências, nós temos um propósito conjunto, uma forma semelhante de ver as saídas para o país, de ver como o governo deve se organizar, mas não quer dizer que a gente tenha absoluta convergência em todos os assuntos, em todas as pautas”, argumentou no último sábado.

O pré-candidato à presidência da República ainda afirmou que não concorda com a abertura do processo de impeachment contra Bolsonaro para que não seja banalizado o impedimento de presidentes, mas que também não se pode banalizar a presidência da República.

“Mas a pessoa tem seu tempo, seu momento de perceber, entender, amadurecer uma oposição, e isso vai ser fortalecendo dentro dos partidos para posteriormente se fortalecer dentro um conjunto de partidos até que haja um ambiente político, ou não, para criar um processo de impedimento do presidente, por exemplo. Então é um processo de entendimento, é no debate, na discussão, logo vai se amadurecendo e o partido vai tomando posições mais uníssonas. Não é o partido que estabelece sua visão por bater na mesa e assim dizer como deve se comportar cada um dos seus filiados ou cada um dos membros que ocupam cargos eletivos. O partido que efetivamente discute, debate, e dentro desse debate vai formando suas posições”, argumentou.
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