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Terça-feira, 26 de outubro de 2021

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Um morto e outro torturado

Envolvido em assassinato durante ‘salve’ tentou mascarar sinal de tornozeleira com papel alumínio

Foto: Olhar Direto

Envolvido em assassinato durante ‘salve’ tentou mascarar sinal de tornozeleira com papel alumínio
Bruno Roberto da Silva Martins, preso na noite de quinta-feira (16), acusado de participação na morte de Felipe Fernandes da Silva, 21 anos, durante um ‘salve’ [sessão de espancamento] do Comando Vermelho, no dia 15 de setembro, na região do bairro Pedra 90, em Cuiabá, tentou mascarar o sinal de sua tornozeleira eletrônica utilizando papel alumínio.

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Os sinais das tornozeleiras eletrônicas auxiliaram bastante na investigação da equipe do delegado Mário Santiago, responsável pelo caso. Como as duas vítimas do ‘salve’ usavam o equipamento de monitoramento, os policiais refizeram os últimos passos dos dois através da localização delas.
 
Depois, os investigadores visualizaram que outro sinal de tornozeleira esteve na mesma hora do crime na região onde o corpo de Felipe foi encontrado.
 
Ao ser preso, Bruno estava com a tornozeleira eletrônica enrolado com uma espécie de papel alumínio, com a intenção de mascarar a sua localização. Porém, de nada adiantou a artimanha e ele acabou preso ainda na noite de ontem, por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD).
 
Tanto Bruno, como o seu comparsa, Jorge Fernando Rodrigues de Lima, foram autuados por homicídio qualificado e por integrar organização criminosa.
 
O delegado Mário Santiago disse ao Olhar Direto que a polícia não irá tolerar este tipo de crime e que, caso as pessoas que sofreram o salvo sejam culpadas, devem ser julgadas pela lei brasileira e não por um tribunal do crime.
 
“Independente de ser uma pessoa criminosa ou não, a delegacia de homicídios é de proteção à pessoa. Se confirmar que eles cometeram o crime de estupro, tem que ser punidos de acordo com a lei. Não é um tribunal paralelo que tem de aplicar penalidades. A DHPP não vai aturar esta conduta adotada por faccionados. Vamos combater firmemente estes crimes”, pontuou o delegado.
 
O caso
 
O corpo de Fernando foi localizado na manhã de quinta-feira, na região do Cinturão Verde, no Pedra 90. “As lesões aparentes mostraram que o Fernando apanhou bastante durante o ‘salve’. Foram utilizadas ripas de madeira. Depois, ele foi executado com sete disparos de arma de fogo, calibre .40”.
 
A equipe da DHPP e Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD), comandada pelo delegado Mário Santiago, iniciou o cruzamento de dados de tornozelados, já que as duas vítimas estavam utilizando o aparelho de monitoramento. Foi então que descobriu-se que um dos que participaram do homicídio estava no mesmo local.
 
O acusado é morador do bairro Pedra 90 e considerado uma das lideranças do Comando Vermelho na região. Ele foi preso por volta das 20h, dentro de um motel na região do Coxipó, onde sua mulher trabalha.
 
Posteriormente, as equipes conseguiram chegar até o segundo suspeito de ter cometido o crime. Nenhum dos dois confessou o crime. Eles ainda serão ouvidos nesta sexta-feira (17).
 
Todo o trabalho da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Núcleo de Desaparecidos (NPD) durou quase 20 horas, desde que foram informados do corpo, até o fechamento da prisão dos dois envolvidos.
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