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Quarta-feira, 08 de dezembro de 2021

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Foragido

Empresário é apontando como líder de organização criminosa que matou advogado durante arrastão

Foto: Reprodução

Detalhe: João Anaides foi vítima de latrocínio,

Detalhe: João Anaides foi vítima de latrocínio,

O empresário João Fernandes Zuffo foi alvo da segunda fase da operação Flor do Vale, da Polícia Civil, nesta sexta-feira (14), que visa apurar o latrocínio do advogado João Anaides Cabral Neto, ocorrido em julho deste ano, na zona rural de Juscimeira (163 km de Cuiabá). Ele é apontado como líder de uma organização criminosa que cometeu diversos roubos na região de Rondonópolis (216 km de Cuiabá).

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Três criminosos foram presos em decorrência de mandados expedidos pelo Poder Judiciário. Zuffo está com um mandado de prisão em aberto, porém, não foi localizado e é considerado foragido. Também foram decretados mandados de busca e apreensão para todos os imóveis do contador, que é proprietário da Zuffo Assessoria Contábil.

Durante coletiva de imprensa, o delegado Ricardo Franco afirmou que um grupo de oito pessoas, chefiado por João Fernandes Zuffo, teria feito uma espécie de arrastão com três roubos na madrugado do dia 18 de julho em Juscimeira. Na última residência, atiraram no advogado João Anaides que não resistiu aos ferimentos. 

O delegado conta também que em dezembro de 2020, a mesma organização criminosa teria cometido um roubo em Cuiabá. Na ocasião, o empresário teria se passado por vítima, no entanto, estaria observando a ação criminosa. Em abril de 2021, o mesmo grupo teria cometido roubos no racho onde o defensor foi morto.

“Hoje a gente está deflagrando a segunda fase da operação Flor do Vale, com mandados de busca e apreensão em todos os imóveis do senhor João Fernandes Zuffo. Todas as provas apontam e já temos documentadas no inquérito a sua participação como líder dessa organização, que infelizmente cometeu um crime tão grave neste último roubo”, afirma.

Ainda conforme o delegado, o empresário estaria há um mês adiando comparecimento na delegacia da cidade.

Outro lado
 
A assessoria jurídica do empresário Zuffo emitiu uma nota em repúdio a operação e a considerou “arbitrária e abusiva”.

Ainda conforme a nota, um funcionário do empresário é investigado pela suposta participação do assassinato. Em razão disso, Zuffo teria se colocado à disposição para colaborar com as investigações.

Veja a íntegra:

A assessoria jurídica do empresário João Fernandes Zuffo, da Zuffo Assessoria Contábil, em Rondonópolis (MT), vem a público repudiar a operação deflagrada pela Polícia Judiciária Civil, na sede da empresa do Sr. João, na manhã desta sexta-feira (17), a qual consideramos arbitrária e abusiva. 

Esclarecemos que um funcionário de João Zuffo é investigado por suposta participação no assassinato de um advogado, em Juscimeira, em julho de 2021, e em razão disso, João Fernandes Zuffo se colocou à disposição da PJC para colaborar com as investigações. 

Ocorre que, sem elementos constitutivos, João Zuffo passou a ser alvo da investigação, somente por ser patrão do suposto investigado. De pronto, a fim de resolver essa situação de maneira célere, seus advogados foram até a Delegacia de Polícia Civil para obterem cópia do procedimento, sendo negado pela Autoridade Policial, caracterizando o delito descrito no artigo 32 da Nova lei de Abuso de autoridade (13.869/2019).

A cópia do procedimento somente foi fornecida três semanas após solicitado. Além disso, consta apreendido na Delegacia de Polícia de Juscimeira - MT, veículo de propriedade do senhor João Zuffo, veículo no qual já foi submetido a perícia e não há nenhuma necessidade de ali permanecer. Porém, como as práticas abusivas não cessam, a Autoridade Polícia, mesmo tendo um pedido de restituição formal em suas mãos, nega qualquer despacho ou a restituição.

É inconcebível que após mais de 60 dias do fato trágico que levou a óbito o advogado no lago de Juscimeira, acreditar que uma diligência de busca e apreensão resolveria o caso em tela. Essa atitude somente serviu para manchar a imagem da pessoa que sempre se prontificou em ajudar a cooperar com as investigações e não tem participação nenhuma com o crime investigado. 

Além disso, um dos advogados de João Zuffo foi impedido de acompanhar a diligência de busca e apreensão. Conforme termo juntado no próprio inquérito, uma testemunha relata a prática de tortura psicológicas a fim de se obter "a verdade real". É deste modo que o Estado trabalha e exerce suas funções? 

Reforçamos que o empresário possui endereço físico há mais de 30 no município de Rondonópolis, tendo reputação conhecida e serviços filantrópicos prestados à comunidade, condecorado com inúmeros títulos e beneméritos de várias entidades.

João construiu sua carreira sólida no Município de Rondonópolis - MT e não precisaria, em hipótese alguma, formar quadrilha para praticar roubos, tampouco contra seus próprios amigos e vizinhos de rancho. Todos os bens de João Zuffo são de fácil comprovação, oriundos de seu excelente trabalho, porém, como dito acima, a Autoridade Policial não possui essas informações, pois, pratica, a todo instante, cerceamento de defesa do senhor João Zuffo. 

Ademais, as devidas providências já estão sendo tomadas e a Corregedoria da Polícia Civil foi acionada.

Bruno Balata e Douglas C. A. Lopes – Advogados.
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