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Sábado, 16 de outubro de 2021

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Dia Nacional de Luta

Pessoas com deficiência não usufruem o direito à acessibilidade, crítica especialista

Foto: Reprodução

Pessoas com deficiência não usufruem o direito à acessibilidade, crítica especialista
A Lei Federal nº 10.098, publicada em 2010, é considerada um importante marco para as pessoas com deficiência (PCDs) por determinar o direito à acessibilidade a edifícios públicos e privados, veículos e transportes públicos. Na prática, a fisioterapeuta mestre em Saúde pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Camila Albues, esse direito não é usufruído pelos PCDs.

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“Infelizmente, na prática as pessoas com deficiência não usufruem destes direitos. Vemos diariamente a dificuldade de nossos pacientes e dos familiares  por acessibilidade quer seja nas escolas, espaços públicos, praças, shoppings, lojas, estacionamentos, pousadas, [entre outros locais]”, pontua a profissional, que que faz doutorado em Distúrbios do Desenvolvimento no Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

Para Camila, é necessário que cada vez mais empresas, mobilidade urbana e mercado de trabalho se adaptem às PCDs. O principal, porém, é que as pessoas se conscientizem sobre os problemas enfrentados por estas mais de 45 milhões pessoas, segundo último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE). Nesta terça-feira (21), é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa Com Deficiência.

Camila trabalha com PCDs há 10 anos por meio da Clínica Vital Kids. Ao longo dos anos, Camila passou a trazer tecnologias inéditas em Cuiabá. Já em 2012, ela fez formação no Pediasuit - uma roupa de elástico utilizada para postura - em Terapia Intensiva, orientada por Sonia Manacero. Nos anos seguintes, investiu em outras formações, como Bobath Baby e Bobath Avançado.

Ela ainda participou de um congresso de paralisia cerebral nos Estados Unidos, onde pôde ter uma dimensão de que investir em terapias não é o suficiente. É preciso promover bem-estar e qualidade de vida para as crianças por meio de equipamentos. Durante o congresso, aliás, conheceu a Plataforma Galileo, que chegou à clínica.

A plataforma é uma tecnologia alemã utilizada com resultados consistentes na reabilitação neurológica, atuando com frequências iniciais mais baixas e adequadas para pacientes neurológicos. “Tentar sempre trazer o melhor para Cuiabá”, pontua.
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