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COLETIVA EM CUIABÁ

Dória afirma ter “proposta concreta” e defende investimentos para logística e escoamento da produção de MT

24 Set 2021 - 19:15

Da Redação - Airton Marques / Do Local - Max Aguiar

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Dória afirma ter “proposta concreta” e defende investimentos para logística e escoamento da produção de MT
Em campanha interna para ser o candidato do PSDB à Presidência da República, o governador João Dória veio a Cuiabá e afirmou ter um plano concreto para melhorar a logística e escoamento da produção agrícola de Mato Grosso. De acordo com o tucano, o governo federal não tem feito os repasses necessários para melhorar a infraestrutura do estado.

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“Nossa proposta é apoiar o sistema de infraestrutura, é obrigação do Governo federal investir em programas rodoviários inclusive nas rodovias vicinais deste estado, que é o maior produtor de alimentos do país e um dos maiores do mundo”, afirmou, durante coletiva à imprensa, na noite deste sexta-feira (24), em hotel na Capital.

“O governo federal, neste momento, desrespeita o pacto federativo e não confere aos estados os recursos que deveria conferir, sobretudo no caso de Mato Grosso, para melhorar a sua infraestrutura logística, agilizando o escoamento da sua produção e diminuindo o custo para que esses produtos possam chegar seja nos principais centros de consumo do Brasil, seja no Porto de Santos, que é o maior porto a América Latina”, completou.

No momento em que Mato Grosso lança a primeira ferrovia estadual do país, Dória também pontuou que o governo federal precisa agilizar processos, ampliar aprovações e ter marcos jurídicos claros, para que haja mais competição, mais trilhos e mais programas ferroviários. “Onde há opção, há melhor preço. Essa é uma obviedade, se tem um monopólio público ou monopólio privado, quem paga o preço é o consumidor”.

Nossa proposta é apoiar o sistema de infraestrutura, é obrigação do Governo federal investir em programas rodoviários

Ainda para Mato Grosso, o tucano defendeu que é preciso levar “paz no campo”, fazendo com que meio ambiente e economia tenham uma boa relação, assim como garantir segurança aos produtores rurais, evitando invasões de terra.

“Não podemos ter conflitos entre o meio ambiente e a produção. É perfeitamente possível haver paz e entendimento entre esses dois setores. O meio ambiente não é inimiga da economia, assim como a economia não é inimiga do meio ambiente”, declarou.

“Temos que dar segurança ao homem do campo, coibindo a invasão de terras privadas ou públicas, como já fazemos em São Paulo. Lá nós não invasões de terras, nem nas regiões mais remotas do Vale do Paranapanema. A Polícia Militar e a Polícia Civil não permitem”, completou.

Ainda durante a coletiva, Dória afirmou que sua administração acredita na vacina e que se não fosse o esforço e a determinação do governo de São Paulo e do Instituto Butantan, que aplicou a primeira dose da Coronavac em janeiro, o Ministério da Saúde, na época comandada por Eduardo Pazuello, só começaria a vacinar a população em abril. O presidenciável ainda destacou ações nas áreas da educação, saúde, social e econômica em São Paulo.

Nome de conciliação

Tentando reforçar a imagem de agregador, Dória fez questão de destacar que sua pré-candidatura é de centro e que o Brasil não pode mais apostar em testes que, segundo ele não deram certo. Nesse ponto, criticou os ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que tem polarizado a disputa neste período pré-eleitoral.

“É uma candidatura de centro, para agregar, unir e somar. Nós temos que ter paz e segurança no Brasil. Mas, o país precisa de um gestor, não pode mais fazer teste. Fez um teste que não deu certo. Tivemos um teste que gerou corrupção nos governos Lula e Dilma, um teste de inoperância e incompetência no atual governo”, disse.

“O Brasil tem que seguir o destino correto e o destino do centro democrático, capaz de agregar tanto os que estão à esquerda quanto os que estão à direita, e longe dos extremismos, longe das brigas e conflitos. Brasil não pode mais viver de conflitos, temos que gerar empregos, oportunidades, colocar a educação no patamar que sempre deveria ter havido. E reinserir o Brasil no contexto internacional, pois hoje o pais está isolado, brigou com a União Europeia, China, escolheu o lado errado nos EUA (Donald Trump), se afastou do Mercosul e ainda ofendeu a Argentina – não tivemos nenhuma reunião bilateral com o nosso 3º parceiro comercial”, criticou.



Prévias tucanas

Dória é o segundo tucano a visitar a Capital nesse processo de prévias para a escolha do candidato do partido à Presidência da República em 2022. O governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, visitou os membros do partido no início do mês. Assim como o paulista, também visitou o governador Mauro Mendes (DEM).

Além de Dória e Leite, as prévias tucanas também contam com o senador Tasso Jerenssatti e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto.

Além de Dória, a coletiva contou com a presença de Orlando Morando da Executiva Nacional; o ex-governador Rogério Sales; a vereadora de Cuiabá, Maria Avalone; os deputados Carlos Avalone e Wilson Santos; o presidente municipal do partido, Ricardo Saad; e o secretário municipal de Meio Ambiente, Renivaldo Nascimento; a deputada federal Bruna Furlan; e o coordenador das prévias, Wilson Pedroso.

 
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