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O DESAFIANTE

Virgílio reclama de limitação na disputa pelas prévias e provoca: 'se fosse campanha nas ruas, eles levavam banho'

22 Out 2021 - 12:10

Da Redação - Airton Marques / Do Local - Max Aguiar

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Virgílio reclama de limitação na disputa pelas prévias e provoca: 'se fosse campanha nas ruas, eles levavam banho'
Sem a mesma pompa vista nos eventos organizados pelo PSDB Mato Grosso para os governadores Eduardo Leite (RS) e João Doria (SP), o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, também veio fazer campanha em Cuiabá. Na manhã desta sexta-feira (22), durante coletiva realizada em um dos auditórios da Assembleia Legislativa (MDB), o tucano reclamou das limitações enfrentadas por ele na disputa interna para saber quem será o candidato do partido à Presidência da República.

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“Estou lutando muito. Estava dizendo que se fosse uma eleição (aberta) e que a gente fosse fazer Cuiabá, Manaus, Rio de Janeiro e voltar, eu fazia com muito mais fé no meu taco. É uma eleição ilimitada, é um grande avanço as prévias, um grande avanço, mas vamos ver o que vai dar”, disse, relembrando que não tem a mesma estrutura que seus adversários nas prévias.

Questionado sobre as chances reais de ser o pré-candidato tucano, Virgílio pontuou que seus adversários gostam de declarar os apoios recebidos pelos diretórios estaduais, mas que se eleições fossem nas ruas, ele teria vantagem. “Eles falam muito que diretório tal está com eles. Mas, os diretorianos como estão? Como é que estão os militantes filiados do partido? Será que eles seguem isso? Eu não posso opinar, porque eles têm tudo, eles têm o mandato que eu não tenho, eles têm a estrutura que eu não tenho. Isso é verdade. Agora, é verdade também que se fosse na rua, eles levavam banho”.

Críticas a Bolsonaro e Congresso

Ainda na conversa com a imprensa, Virgílio criticou o chamado ‘orçamento secreto’ criado dentro do Palácio do Planalto para garantir ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) base de apoio no Congresso. O esquema de toma lá dá cá foi apelidado de “tratoraço” porque boa parte dos políticos usou o dinheiro para comprar tratores superfaturados. Segundo o Estadão, dos R$ 16,9 bilhões previstos no Orçamento deste ano, R$ 6 bilhões (36%) haviam sido empenhados.

De acordo com Virgílio, o presidente precisa escolher se prefere continuar atendendo as vontades dos parlamentares ou socorrer a população que passa fome, aprovando, por exemplo o novo “Bolsa Família” de R$ 400.

Por fim, o tucano defendeu união entre partidos e lideranças do Centrão. “Se aparece uma pessoa melhor que nós a gente examina, a gente não pode ter essa história de ‘somos os melhores’. Nós achamos que tem muita gente boa no país. Agora, é fundamental unirmos as pessoas do Centro, que não seja na onda dessas emendas malucas, que estão destruindo a economia, comércio, instituições e a república. Então, dá para se fazer uma boa aliança”.

“O que eu quero mostrar é que eu sei trabalhar a questão do dinheiro, eu sei trabalhar a questão do fiscal, eu pretendo restabelecer de cara o tripé macroeconômico que foi a sustentação do Plano Real, que por sua vez foi o maior acontecimento econômico do último século. O tripé macroeconômico é responsabilidade fiscal, é nós controlarmos a inflação e deixarmos o câmbio flutuar, evitando as volatizações que custam muitos dólares para nós. A gente não pode deixar que o país fique como está hoje. O dólar amanheceu quase R$ 6 e o prejuízo de ontem da Bolsa foi R$ 280 milhões. Nós temos gente passando fome e tem gente jogando dinheiro fora na Bolsa de Valores”.
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