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Sábado, 27 de novembro de 2021

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Wilson prefere não comentar afastamento de Emanuel, mas admite que fez mais de duas mil contratações temporárias

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Wilson prefere não comentar afastamento de Emanuel, mas admite que fez mais de duas mil contratações temporárias
O deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que foi prefeito de Cuiabá de 2005 a 2010, evitou falar sobre o afastamento de Emanuel Pinheiro (MDB) da Prefeitura, mas confirmou que fez diversas contratações temporárias enquanto comandou o Palácio Alencastro.

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Segundo Wilson, o motivo das contratações naquela época era para atender a demanda da Secretaria de Saúde de Cuiabá, que sempre é uma pasta que precisa de atenção primária do gestor.

Nesta sexta-feira (22), enquanto recebia o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, em Cuiabá, Wilson disse que não irá comentar sobre o que ele não conhece, mas que a constituição permite fazer contratações emergenciais. 

"Não conheço os autos do processo, nunca tive acesso a isso. Na minha gestão eu também fiz contratações temporárias na área da saúde. A Constituição permite esse tipo de contratação. Mas agora, é claro que o Ministério Público não ia fazer uma denúncia sem amparo legal, sem documentos, e o desembargador não ia tomar uma decisão radical como tomou sem acesso com profundidade aos autos”, disse o deputado. 

Sobre a quantidade de contratos, Wilson disse que fez pelo menos duas mil contratações temporárias durante o período que ficou à frente do Palácio Alencastro. "Eu fiz mais de duas mil contratações temporárias baseadas na Constituição, com critérios legais e transparência. Eu não conheço a forma, a modalidade que foram realizadas essas 259 contratações temporárias pela atual administração”, comentou. 

Por fim, Wilson disse que desconhece o prefeito que não fez isso. "Todos os prefeitos fizeram. Dante, Mauro, Roberto França, Doutro Meirelles. Todos", concluiu. 

Afastamento de Emanuel

A ação proposta pelo Ministério Público (MPE) em face do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), na última semana, tem como objeto contratações temporárias irregulares. Segundo apurado pelo Olhar Jurídico, decisões judiciais estão sendo descumpridas desde o ano de 2018. A citadas contratações serviriam para compra de apoio político.

Paralelo ao processo, o Poder Judiciário deferiu medidas cautelares visando a busca e apreensão e sequestro de bens em desfavor de Cuiabá Emanuel Pinheiro e sua esposa Márcia Aparecida Kuhn Pinheiro, do chefe de gabinete Antônio Monreal Neto, da secretária adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos Ivone de Souza e do ex-coordenador de Gestão de Pessoas Ricardo Aparecido Ribeiro. Emanuel foi afastado da função pública; Antônio Monreal Neto foi preso temporariamente.
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