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Após protestos, Porto afirma que ‘todos têm regras’ e Médici vai continuar cobrando pontualidade

28 Nov 2021 - 08:05

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto / Reprodução (detalhe)

Após protestos, Porto afirma que ‘todos têm regras’ e Médici vai continuar cobrando pontualidade
Após os estudantes do Colégio Médici, em Cuiabá, fazerem um protesto pedindo alimentação de qualidade e quinze minutos e tolerância no horário de chegada às aulas, o secretário de Estado de Educação Alan Porto argumentou que “todos têm que seguir regras”, e disse que a escola continuará nessa “pegada” e cobrando pontualidade dos alunos. A Escola Estadual passou recentemente a ser um colégio militar, sob o comando do Corpo de Bombeiros.

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“Nós temos regras como em qualquer lugar. Eu sou servidor público, eu tenho que chegar oito horas na secretaria, eu chego sete horas. Na escola é da mesma forma, todos nós passamos por isso. O horário é sete horas, e sempre tem um horário de tolerância que é quinze minutos. Lá na escola Médici, ela passou agora por uma transformação, vai funcionar uma escola do Corpo de Bombeiro, ‘Dom Pedro Segundo Presidente Médice’. Então a gente está na fase de transição e é natural que nessa fase de transição alguns alunos, alguns profissionais da educação estejam se adaptando a essa nova realidade”, argumentou.

Segundo os alunos que protestaram, as medidas tomadas pela escola desde que foi militarizada são autoritárias. Eles reclamam que nem mesmo a tolerância de quinze minutos é respeitada, e que isso prejudica os alunos que moram longe e dependem de transporte público. O Médici possui, hoje, 1600 alunos matriculados.

Porto afirmou que o sistema continuará o mesmo. “A gente vai continuar sim nessa pegada, cobrando horário, assiduidade dos nossos profissionais da educação, presença pontual dos nossos estudantes. Isso é regra. A formação desses estudantes, a formação desses alunos passa por essas responsabilidades, por cumprimento de assiduidade e pontualidade no horário”, afirmou o secretário na manhã desta sexta-feira (26).

Com a militarização, de acordo com o secretário, o currículo e os profissionais continuam o mesmo, mas muda a gestão da instituição de ensino. “Tenho certeza que vai ser um projeto muito bacana. Os projetos sociais do Corpo de Bombeiros vão ser executados nessa escola, a banda do Corpo de Bombeiros também vai realizar essas aulas de música, não tenho dúvida nenhuma que a Escola Presidente Médici vai ser um sucesso. Hoje nós temos lá 1600 matrículas já, tenho certeza que no ano que vem a gente vai chegar a 1800 e vai ser a maior escola militar do estado de Mato Grosso, e eu tenho certeza, com bons resultados e com uma boa qualidade na educação”, finalizou.
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