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Terça-feira, 18 de janeiro de 2022

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TCE dá parecer favorável a contas da Prefeitura de Cuiabá com superávit de R$ 16,6 mi na execução orçamentária

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

TCE dá parecer favorável a contas da Prefeitura de Cuiabá com superávit de R$ 16,6 mi na execução orçamentária
As contas anuais de governo da Prefeitura de Cuiabá referentes a 2020 receberam parecer prévio favorável no Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) em sessão nesta terça-feira (30), sob relatoria do conselheiro Valter Albano. As receitas da capital totalizaram R$ 2.650 bilhões, e as despesas realizadas, excluindo as intraorçamentárias, R$ 2.633 bilhões.

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De acordo com a assessoria de imprensa do TCE-MT, a Receita Corrente Líquida (RCL) perfez R$ 2.165 bilhões. Na execução orçamentária, apurou-se resultado superavitário de R$ 16,6 milhões. Já no resultado financeiro, o município apresentou um déficit de R$ 107 milhões, dispondo de R$ 0,84 centavos para cada R$ 1 de obrigações.

Em seu voto, o relator destacou o cumprimento dos limites e percentuais constitucionais e legais referentes aos gastos com pessoal, repasses ao Poder Legislativo e aos investimentos nas políticas de educação e saúde.

“Acentuo que o município apresentou superávit orçamentário, liquidez para pagar suas dívidas circulantes e dívida consolidada líquida dentro dos limites estabelecidos na resolução do Senado Federal, além de não ter havido comprometimento dos atos de governo essenciais ao alcance dos limites e percentuais constitucionais e legais”, sustentou o conselheiro.

Quanto às irregularidades apontadas em relatório preliminar de auditoria, o conselheiro entendeu por manter seis delas, decorrentes de inconsistências de registros contábeis, demonstrativos contábeis em desacordo com a norma de contabilidade, ausência de saldo disponível para pagamento de restos a pagar inscritos em determinadas fontes, abertura de créditos adicionais sem recursos correspondentes, falha na elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) e atraso na prestação de contas de governo, para as quais asseverou terem restado demonstradas circunstâncias que atenuaram a gravidade à elas atribuídas.

“Ressalto, considerando o histórico de 2017 a 2020 do quociente da situação financeira, a necessidade de esforços contínuos e efetivos da atual gestão no sentido de garantir a sustentabilidade fiscal, que é um dever da autoridade política gestora”, ponderou.

Na auditoria do Regime Próprio da Previdência Social (RPPS), o relator manteve uma irregularidade grave apontada pela Secretaria de Controle Externo (Secex) de Previdência, relativa à inconsistência de registro contábil do balanço patrimonial.  

O conselheiro destacou que a análise se restringe aos atos de governo da autoridade política gestora e ao balanço geral anual com seus respectivos demonstrativos contábeis, não envolvendo exame de responsabilidade por atos de gestão.  

Além disso, ressaltou que a Prefeitura de Cuiabá funciona, integralmente, de forma descentralizada, tal qual o Governo do Estado. “O prefeito, assim como o governador, não é ordenador de despesa, são os secretários de estado ou os demais agentes designados, o que, a meu ver, é absolutamente pertinente por não ser possível a autoridade política eleita como prefeito ou prefeita verificar todos os atos ocorrentes nas administrações”.  

Dessa forma, seguindo o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), votou no sentido de emitir parecer prévio favorável às contas de governo da Prefeitura de Cuiabá, com determinações legais e recomendações.
As contas anuais de governo não são julgadas pelo TCE, que avalia a gestão política dos chefes do Poder Executivo e emite um parecer prévio para auxiliar no julgamento do Poder Legislativo, este sim, responsável por aplicar eventuais sanções específicas.

O prefeito Emanuel Pinheiro, após o parecer, lembrou que a gestão cumpriu o seu dever de casa. "O parecer do TCE mostra que administração vem cumprindo com o dever, tanto no setor econômico, quanto nas demais secretarias", comentou.  Ele também destaca o empenho em trabalhar seguindo os preceitos de transparência e zelo na gerência dos recursos públicos também garantiu o resultado.

 "A gestão Emanuel Pinheiro cumpriu todos os limites de gastos constitucionais, endividamento, com educação, saúde e com pessoal. As orientações do conselheiro foram apenas de origem técnica, como incluir justificativas, notas explicativas nas alegações", explicou o contador-geral do município, Eder Galiciani.

O parecer do TCE será encaminhado agora à Câmara Municipal de Vereadores, que deverá votar de forma definitiva as contas de governo do ano de 2020.

Clique aqui e confira o vídeo completo do julgamento.
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