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Quarta-feira, 17 de agosto de 2022

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Sob ataque russo

Estudante de medicina de MT relata violência e medo em cidade ucraniana que teve 40 soldados mortos

Foto: Arquivo Pessoal

Estudante de medicina de MT relata violência e medo em cidade ucraniana que teve 40 soldados mortos
Brasileiro nascido em Pontes e Lacerda (700km de Cuiabá), Sidney dos Santos Júnior, de 23 anos, é um estudante do quinto ano de medicina, residente da cidade de Dnipro, na Ucrânia. Ele se mudou para o país em busca de realizar seu sonho em ser médico. Agora, diante da guerra com a Rússia, Sidney está seguindo as recomendações das autoridades e indo embora até que a situação de guerra se resolva.

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“A cidade foi atacada por mísseis. Está muito agressiva a situação aqui. A cidade está violenta. Eu estou muito estressado, muita raiva, estou triste”, desabafou o estudante à reportagem do Olhar Direto. Dnipro foi atacada pela Rússia há seis dias. Na ocasião, uma invasão de grande escala bombardeou uma base militar. Quarenta soldados morreram e cerca de 30 construções civis foram atingidas.

Sidney contou que problemas bancários estão atingindo a população, o que dificulta qualquer ação do estudante, principalmente sua partida do país. “A gente envia dinheiro do Brasil para cá e não está caindo aqui na Ucrânia. Antes da guerra caía em uma hora, agora demora dias”, pontuou.



De saída para a Romênia, para depois partir ao Canadá, Sidney disse que está tentando ir ao primeiro destino de trem, pois os aeroportos foram bombardeados por mísseis. A dificuldade maior da saída, segundo o estudante, tem a ver com os problemas nos bancos, pois não estão conseguindo dinheiro “nem para comer”.



No quinto e penúltimo ano da faculdade, Sidney agora está fugindo da Ucrânia pois as universidades estão paralisadas até que as situações de guerra se resolvam. Além disso, pontuou que a recomendação das autoridades é de que as pessoas estrangeiras deixem o país o mais rápido possível, diante da instabilidade causada pelos ataques e ameaças nucleares.



Diante desse cenário, ele pontuou que a cidade está vazia, as pessoas estão tentando fugir da maneira que conseguem. Os mercados estão lotados e falta comida nas prateleiras pois a população está desesperada e, consequentemente, estocando alimentos. O transporte público está defasado e não funciona.

“Eu ia me formar aqui como médico e ia para o Canadá, mas está muito violenta a situação aqui. Infelizmente as faculdades estão paralisadas até resolver essa situação de guerra e a recomendação é pra deixar o país o mais rápido possível porque está com ameaças de guerra nuclear”, pontuou.

Sidney ainda descreveu o cenário de destruição e violência na cidade. Tanques de guerra, barricadas em patrimônios históricos, lança-mísseis instalados e a sensação de tristeza e medo. “A cidade foi atacada por mísseis. Está muito violento, muito agressiva a situação. Estou saindo da Ucrânia estou indo para a Romênia”.

"Há seis dias começaram os ataques aqui na minha cidade. Meu amigo quse morreu, um míssel explodiu na casa dele e quase que ele morre".

Sidney disponibilizou seu instagram para quem quiser entrar em contato. 
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