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Sábado, 13 de agosto de 2022

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FALTAM SERVIDORES

Policiais penais da PCE anunciam paralisação e presidente de sindicato ressalta risco de fuga de detentos

Foto: Reprodução

Sindispen-MT ressaltou que alguns dos plantões da PCE contam apenas com três servidores

Sindispen-MT ressaltou que alguns dos plantões da PCE contam apenas com três servidores

Os policiais penais que atuam na Penitenciária Central do Estado (PCE), anunciaram na manhã desta quarta-feira (25), a paralisação dos serviços não essenciais durante quatro dias. O objetivo do protesto é chamar atenção para o baixo efetivo operacional na unidade, além da falta de equipamentos para os servidores. 

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De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindispen-MT), Amaury Neves, os servidores atualmente estão correndo risco de vida por conta das más condições de trabalho. 

“É uma situação de extremo risco e que há meses estamos alertando as autoridades para isso. Até agora nenhuma medida foi tomada para acabar com essa situação que revela a fragilidade da segurança pública e traz riscos à vida dos servidores”, afirmou. 

O presidente do sindicato ainda ressaltou que a PCE conta com apenas três policiais penais em algumas escalas de plantão, deixando os servidores “à mercê de uma tragédia”. Na unidade, aproximadamente 2,5 mil reeducandos estão detidos. 

"É um assunto que a nossa gestão vem tratando desde o começo do ano. Já nos reunimos com o Judiciário, com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e nada mudou", disse.

Alguns dos presos que cumprem pena no local são de alta periculosidade e integrantes de facções criminosas. O Sindispen-MT alertou que a situação pode favorecer fugas e prática de atividades ilícitas.

"São mais de 90 detentos que trabalham na obra, que entram e saem todos os dias da unidade e circulam livremente por áreas da penitenciária, e por conta do baixo efetivo operacional, os procedimentos de segurança como a revista desses reeducando ficam comprometidos, o que pode acarretar ocorrências mais graves", pontuou.
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