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Quarta-feira, 17 de agosto de 2022

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SESSÃO DA ASSEMBLEIA

Servidoras com dependentes deficientes choram após manutenção de veto a projeto que reduz 50% da jornada de trabalho; vídeos

25 Mai 2022 - 15:03

Da Redação - Érika Oliveira / Do Local - Lázaro Thor Borges

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Servidoras com dependentes deficientes choram após manutenção de veto a projeto que reduz 50% da jornada de trabalho; vídeos
Forte comoção tomou conta das galerias da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (25), depois que os deputados mantiveram o veto do governador Mauro Mendes (UNIÃO) ao Projeto de Lei 11/2022, que permitia a redução de 50% da carga de trabalho dos servidores com dependentes com deficiência. Aos prantos, algumas mães servidoras que acompanhavam a sessão classificaram o ato como “desumano”. Veja vídeos do momento abaixo.

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Logo após a votação que manteve o veto, alguns parlamentares subiram a galeria para consolar as servidoras. A deputada Janaina Riva (MDB), que encabeçou pessoalmente a luta pela aprovação do projeto, aparece em um dos vídeos bastante emocionada.
 

“Nós não viemos protestar, nós viemos tentar garantir o nosso direito. Eu tenho uma neta deficiente e acompanho de perto todo o drama, toda a dificuldade”, lamentou Reinaldo Ribeiro de Almeida, de 72 anos. Ele é avô de Mariana, de quatro anos de idade, que é filha de servidores do Estado.

Minutos após a sessão, o governador decretou o regime de teletrabalho aos servidores do Estado que possuam filhos, cônjuges ou dependentes com deficiências. O decreto faz parte de um acordo firmado no dia anterior junto aos deputados da base.

“Teletrabalho é importante, mas ninguém quer deixar de trabalhar. Esses servidores precisam estar fisicamente com seus filhos, mas não somente dentro de casa. Eles precisam ir a consultas, fisioterapia. O receio, além disso, é que o decreto não seja cumprido em sua totalidade, como já vem acontecendo”, justificou Janaina.

O deputado Eduardo Botelho (UNIÃO) também sustentou que, apesar da definição, compreende a necessidade dessas famílias e concordou que o assunto ainda carece de regulamentação por lei.
 
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