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Quarta-feira, 17 de agosto de 2022

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SUSPENSO PELO TCU

Emanuel diz que vai mobilizar sociedade para discutir troca de modal e ameaça acionar Mauro na Justiça

27 Mai 2022 - 07:01

Da Redação - Érika Oliveira / Do Local - Lázaro Thor Borges

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Emanuel diz que vai mobilizar sociedade para discutir troca de modal e ameaça acionar Mauro na Justiça
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou nesta quinta-feira (26) que irá promover debates com a sociedade civil em torno da discussão da troca do modal de transporte que irá atender a região Metropolitana de Cuiabá. O debate gira em torno da escolha entre o VLT e BRT, este último que no momento encontra-se com licitação barrada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O emedebista afirmou, ainda, que se ficar comprovada a tentativa de o Estado avançar com a licitação o governador Mauro Mendes (UNIÃO) deverá ser acionado judicialmente.

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“É necessário que todos os olhos se voltem para essa questão, porque passa por cima da decisão do Tribunal de Contas da União que claramente abraçou a tese defendida pela Prefeitura de Cuiabá. Nós vamos agora mobilizar a sociedade, vamos organizar simpósios, conferências para se discutir os dois modais. To vendo muita gente falar em grupo de whatsapp sem o devido conhecimento de causa, porque o governo não discutiu esse assunto. Então eu quero dar oportunidade para as duas correntes”, disse o prefeito.

O Pleno do TCU decidiu no dia 11 de maio manter a decisão do ministro Aroldo Cedraz que suspendeu o andamento da licitação para a construção do BRT. Cedraz considerou que o Governo realizou a licitação de forma “açodada” e não fez os estudos necessários para concluir que o BRT seria a melhor opção.

O Estado, por sua vez, sustenta que não há uso de verba federal na obra, que o financiamento feito para custear o BRT já foi quitado e que a mudança do modal já foi validada por todos os municípios da Região Metropolitana, exceto Cuiabá – autor da ação no Tribunal.

Na semana passada, uma suposta tratativa para a venda dos vagões e dos trilhos para a Prefeitura do Rio de Janeiro ganhou as manchetes dos principais jornais mato-grossenses. Segundo constava até então, a negociação teria partido do Governo do Estado. Informações obtidas pelo Olhar Direto, no entanto, apontam para uma articulação promovida pelo Consórcio VLT. Procurado, o Consórcio preferiu não se manifestar.

Questionado se levou o assunto da suposta venda dos vagões ao conhecimento do Tribunal de Contas, Emanuel disse imaginar que a Corte já esteja ciente e sustentou, ainda, que se ficar comprovado o envolvimento do Estado nas tratativas poderá acionar o governador judicialmente.

“Aparentemente está havendo uma tentativa de desrespeito a uma decisão da Corte. E se estiver ocorrendo a lei determina multa para o gestor e para os envolvidos e, se for reincidente, até afastamento do cargo. Então, que o Governo respeite a decisão do Tribunal de Contas da União e possamos ter uma discussão de alto nível”, pontuou.
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