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Avallone diz que PLs do Pantanal foram apensados para seguir regimento e nega lobby de produtores

29 Jun 2022 - 10:04

Da Redação - Isabela Mercuri / Do Local - Airton Marques

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Avallone diz que PLs do Pantanal foram apensados para seguir regimento e nega lobby de produtores
O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) afirmou que, ao contrário do que cerca de dez instituições disseram em carta aberta, o apensamento do PL 561 e o PL 003, dois projetos que tratam do Pantanal, não aconteceu por estratégia, e sim para seguir o regimento interno da Casa de Leis. Ele afirmou, ainda, que não há nenhum ‘interesse’ por trás da aprovação do PL, que deve ser votado em primeira na sessão desta quarta-feira (29).

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“Na realidade, pelo regimento interno da Assembleia, como já existe um projeto que entrou anteriormente, é o caso do 003 (...) Nós alocamos o projeto novamente para a Comissão de Meio Ambiente e pedimos que ele ficasse suspenso até que a Embrapa apresentasse os estudos técnicos. Esses estudos foram apresentados agora em maio, nós entramos com um novo projeto, que é o 561, e como o regimento interno exige, quando tem um projeto anterior, que ele seja apensado a esse projeto, nós o levamos apensado a esse projeto, que é o 003, rejeitamos o 003 na Comissão De Meio Ambiente, e aprovamos o 561”, argumentou, na manhã desta quarta-feira (29).

Segundo a carta das entidades, esta junção teria acontecido porque o 003 estava em tramitação mais avançada. Eles defendem que o projeto avançou em “contexto de atropelo e de falta de transparência”. Na sessão da última semana, os deputados Lúdio Cabral (PT) e Valdir Barranco (PT) pediram vistas do projeto.
“Deixando claro para vocês, vou reafirmar, o que tem nesse projeto é simplesmente a pecuária extensiva e o turismo no Pantanal, mais nada. E estamos deixando claro o que não pode no Pantanal. Não pode soja, não pode cana de açúcar, não pode carvoaria, não pode usina PCH, não pode mineração na área alagada, estamos deixando isso muito claro”, argumentou Avallone.

Segundo o parlamentar, o projeto deve ser colocado em votação porque, por movimentação do Sindicato Rural, cerca de 60 pantaneiros e pessoas da comunidade de Poconé foram até a Assembleia nesta quarta-feira (29). “Não tem novidade, nada por trás, garimpeiro por trás, dono de PCH por trás, não tem plantador de soja por trás, não tem dono de cana de açúcar por trás, dono de usina, não existe nada por trás de nada. Esse povo que está vindo aqui são os pantaneiros raiz, as pessoas que cuidaram do Pantanal e foram expulsas do Pantanal por falta de condições econômicas. As coisas foram de tal maneira que eles não conseguiram mais cuidar de suas propriedades. (...) Eles são os grandes defensores do Pantanal”, defendeu.
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