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meritocracia na cadeia

Desembargador elogia proposta de garantir ar-condicionado a presos que trabalham: "ideia brilhante"

24 Abr 2024 - 12:04

Da Redação - Luis Vinicius / Do local - Max Aguiar

Foto: Secom-MT

Ao centro da imagem, desembargador Orlando Perri observa celas

Ao centro da imagem, desembargador Orlando Perri observa celas

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça (TJMT), classificou como “ideia brilhante” a autorização do governador Mauro Mendes (União) para que detentos de Mato Grosso que trabalham tenham direto a ar-condicionado em suas celas. Durante entrevista na manhã desta quarta-feira (24), o magistrado disse que a medida estabelece “meritocracia” no sistema penitenciário mato-grossense.


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“O que o governador pretende é uma ideia brilhante. Estabelecer a meritocracia dentro do sistema prisional. Nós sabemos que as pessoas que são filiadas às organizações criminosas são proibidas de trabalhar e nós precisamos estabelecer mecanismos para que essas pessoas possam desejar emendar as suas vidas, por meio do trabalho e da educação”, disse o magistrado.
 
A medida foi anunciada por Mendes durante visita ao presídio feminino Ana Maria do Couto May, localizado no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá. Em entrevista, o secretário-adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves, explicou que os detentos terão que cumprir alguns critérios para ter direito ao benefício.
 
Perri explicou que essa é uma medida para que haja incentivo para que detentos desempenhem bom comportamento, influenciando para que outros presidiários possam se ressocializar.
 
“O governador pensa em estabelecer dentro do sistema prisional uma meritocracia. O preso que se dispuser a trabalhar e estudar, tiver bom comportamento, buscar se tornar uma pessoa de bem, ele vai mudar de ala e vai ter umas regalias que os demais que se recusam a trabalhar não terão”, opinou.
 
O desembargador citou que trata de um caso “extremo” e que um dos objetivos e retirar detentos de grupos voltados aos crimes.
 
“Nós estamos trabalhando com situações extremas. Nós estamos falando de pessoas que se recusam a trabalhar por ser de facções criminosas. Nós precisamos estabelecer alguns mecanismos para atrair essas pessoas a ressocialização”, completou.
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