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Quarta-feira, 17 de julho de 2024

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Políticos de MT usam desinformação contra o meio ambiente, aponta projeto Amazônia Livre de Fake

Foto: Reprodução

Políticos de MT usam desinformação contra o meio ambiente, aponta projeto Amazônia Livre de Fake
O projeto Amazônia Livre de Fake identificou 28 políticos que disseminaram desinformação nos estados de Mato Grosso, Amazonas e Pará. Entre o top seis estão os deputados Abilio Brunini (PL) e a falecida Amália Barros (PL). A iniciativa é coordenada pelo Intervozes em parceria com o Instituto Centro de Vida (ICV) e outras 13 organizações.


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O relatório completo do levantamento foi lançado em debate virtual nesta quinta-feira (6) às 16h no canal do Intervozes no YouTube.

O projeto mapeou 32 figuras públicas em 2023. Ao todo, 28 deles publicaram 192 postagens com desinformação. Os políticos também investiram R$ 13 mil de recursos públicos em 68 anúncios com temática socioambiental que possuíam desinformação, obtendo mais de 4,5 milhões de interações nas postagens.

A partir desses resultados, foi feito o ranking de seis políticos que mais divulgaram desinformação, financiaram esses conteúdos e praticaram ataques ou disseminaram discurso de ódio. Nesta soma de violações ao direito à comunicação, alguns políticos também descumpriram o artigo 54 da Constituição Brasileira, que não permite que esses representantes sejam proprietários de mídia.

O top seis da campanha Político Desinformante é formado por: Plínio Valério (PSDB/AM); Fausto Jr. (União Brasil/AM); Delegado Caveira (PL/PA); Amália Barros (PL/MT), que faleceu em 12 de maio de 2024; Eder Mauro (PL/PA) e; Abilio Brunini (PL/MT). A ação serviu para dar visibilidade sobre quais são figuras públicas de representação política que violam o direito à comunicação.


Desinformação embasa leis
A transformação do discurso de desinformação em projetos de leis foi algo identificado na pesquisa, indicando a problemática de quando falsas informações acabam por embasar o ordenamento jurídico do Estado e do país. É possível citar a aprovação do Marco Temporal pelo Legislativo ou, em âmbito estadual, o Projeto de Lei 4.183/23, apresentado em setembro pelo deputado Coronel Assis (PL/MT), que busca perseguir o MST com a obrigação de criação de um CNPJ para eventuais responsabilizações. E a Lei 12.342/23 que proíbe a queima de maquinários utilizados em desmatamento ilegal, que rendeu muita desinformação em campanha coordenada no MT.

A pesquisa revela ainda a estratégia do Partido Liberal de ocupar o Executivo nas eleições municipais de 2024. O deputado Abilio Brunini (PL/MT) se coloca como pré-candidato à prefeitura de Cuiabá. O Coronel Menezes (PL/AM) também divulgou que será pré-candidato pelo partido na capital manauara. E, em Belém, Eder Mauro (PL/PA) tem se colocado como pré-candidato. O PL ainda não fez o anúncio oficial de nenhum dos três candidatos. Todos eles são representantes da extrema-direita que, há anos, utiliza a estratégia da disseminação de desinformação e discurso de ódio na política.

Amazônia Livre de Fake

O projeto Amazônia Livre de Fake busca combater a disseminação de desinformação e discurso de ódio sobre a Amazônia e seus defensores.

A iniciativa é coordenada pelo Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social e mais 14 organizações amazônidas, são elas: Abaré, Rede Wayuri, Coletivo Esperança Garcia − no Amazonas; Carta Amazônia, Coletivo Jovens Tapajônicos, Rede de Notícias da Amazônia, Tapajós de Fato, Co-Jovem − no Pará; Observa-MT, Casa Ninja Amazônia, Mídia Ninja, Rede Juruena Vivo, Instituto Centro de Vida (ICV) e Fundação Ecológica Cristalino − no Mato Grosso.

(Com informações da assessoria)

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