Olhar Direto

Sábado, 20 de julho de 2024

Notícias | Política MT

projeto de lei

Margareth diz que extrema-direita está rasgando Código Penal com o PL do aborto: 'empurra mulheres à clandestinidade'

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Margareth diz que extrema-direita está rasgando Código Penal com o PL do aborto: 'empurra mulheres à clandestinidade'
A senadora Margareth Buzetti (PSD) disse que os defensores do projeto de lei que tramita no Congresso Nacional, que equipara aborto a homicídio simples, estão rasgando o Código Penal com a ideia de dar uma pena muito maior à mulher do que ao estuprador.


Leia também 
Neri reforça mágoa com Fávaro mas nega “sair atirando” contra Governo Lula após ser exonerado do Mapa


Ela destacou que as medidas previstas na legislação – que aborto aconteça em caso de estupro, anencefalia e risco a saúde da mãe – devem ser respeitadas e mantidas. A senadora comentou que o debate deveria estar em torno de aumentar o tempo de prisão ao criminoso, não o contrário.

“Eu vi o autor do PL falando que o juiz pode optar e nem dar pena, as leis do Brasil têm esse problema, deixam a interpretação para o juiz, elas não são claras. Então, coloque o estupro como crime hediondo e pena máxima, como fiz com o feminicídio. Aí posso até pensar. Não é fácil fazer o aborto, o que estamos fazendo com esse projeto é empurrar as mulheres á clandestinidade”, disse em entrevista à rádio CBN, na segunda-feira (17).

Na avaliação da senadora, o assunto está sendo tratado de forma errada, sem avaliação das comissões de mérito e audiências públicas. Ela vê muita politização do tema pelos congressistas de direita.

“A extrema-direita, colocando esse projeto, tem gente que faz questão de dizer que em defesa da vida, já vi amigos meus colocando um bebê de cinco meses, falando que o coração bate e aí você vai dar uma injeção para o coração parar de bater. Fazer [aborto] em qualquer idade é muito difícil, não estou defendo que a mulher faça um aborto”, ressaltou.

“As pessoas atacam sem entender, estão rasgando o Código Penal”, acrescentou. Caso o projeto seja aprovado pelos parlamentares, o aborto realizado após 22 semanas de gestação será punido com reclusão de seis a 20 anos, mesmo no caso de gravidez resultante de estupro. A pena é a  mesma prevista para o homicídio simples. 
Entre no nosso canal do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui
 

Comentários no Facebook

Sitevip Internet