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Quarta-feira, 17 de julho de 2024

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Dona Domingas relembra infância à beira do rio e respeito às tradições: “não tinha essa ‘coisaiada’ que tem hoje”

Foto: Reprodução/PodOlhar

Dona Domingas relembra infância à beira do rio e respeito às tradições: “não tinha essa ‘coisaiada’ que tem hoje”
Aos 70 anos de idade, a fundadora do grupo Flor Ribeirinha, Dona Domingas, relembra com saudosismo da época em que a tranquilidade reinava na região. Nascida às margens do rio Cuiabá, mais especificamente na comunidade do São Gonçalo Beira Rio, a matriarca lembra que antigamente havia mais segurança e as tradições culturais e familiares eram mais presentes na sociedade.


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“A diferença é muito grande, porque antigamente a gente vivia livre. A gente vivia solto, não tinha essa marginalidade, não tinha essa ‘coisaiada’ que tem hoje. A alimentação era de primeira qualidade. Nós tínhamos peixe e fartura naquele rio. Porco no chiqueiro, galinha no quintal, horta na beira de rio. Plantação de batata, arroz, milho, tudo no quintal, né? Então, a gente vivia aquela vida tranquila”, afirmou, durante o 10º episódio do PodOlhar, já disponível no Youtube.

“Por isso que eu falo que hoje eu estou com 70 anos e, graças a Deus, sou uma mulher forte. Bebia leite puxado na hora que tirava da fonte. Então, a alimentação nossa, minhas crianças, quando eu casei e fui tendo meus filhos, era criado no mesmo ritmo como eu fui”, acrescentou.

Ainda na entrevista aos jornalistas Airton Marques e Bruna Barbosa, Domingas destacou o respeito que os jovens tinham com os mais velhos. Comportamento que busca manter hoje com os netos e todas as crianças e adolescentes atendidas pelos projetos do Flor Ribeirinha.

“E hoje não dá mais de você criar, hoje você pode prender o filho como for, mas não existe mais aquela coisa do domínio. Hoje tem filho que nem fala ‘benção mamãe, bom dia’. Sai de qualquer jeito, não está nem aí (...) mas eu tenho saudade do meu tempo antigo. Ficam as memórias muito boas, nunca esqueço. Aprendi a benzer, rezar, porque minha avó era uma espírita muito forte. Parteira e benzedeira”, pontuou.
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