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Quarta-feira, 17 de julho de 2024

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Domingas explica criação do Flor Ribeirinha e se emociona ao falar sobre legado deixado na cultura cuiabana

Foto: Reprodução/PodOlhar

Dona Domingas e o neto Avinner Brandão no PodOlhar

Dona Domingas e o neto Avinner Brandão no PodOlhar

Dona Domingas contou no PodOlhar, já disponível no Youtube, como surgiu o nome Flor Ribeirinha. Criado há 30 anos, o grupo é responsável por projetos sociais que atendem centenas de crianças e adolescentes, além do resgate da cultura cuiabana, levando o Siriri e Cururu para os palcos brasileiros e de mais de 20 países.


ASSISTA A ÍNTEGRA DO PODOLHAR COM A CRIADORA DO FLOR RIBEIRINHA, DONA DOMINGAS:



Aos jornalistas Airton Marques e Bruna Barbosa, Domingas contou que o primeiro grupo folclórico que participou foi criado quando ela ainda era uma adolescente, com a intenção de manter viva as tradições das quais estava acostumada, por conta de sua vivência na comunidade de São Gonçalo Beira Rio, em Cuiabá.

Com o tempo, os integrantes do grupo começaram a morrer. Temendo que a cultura também se perdesse com o tempo, resolveu trabalhar com as crianças, o que foi um sucesso na comunidade ribeirinha.

Com o tempo, passaram a ser convidados para apresentação em alguns lugares como escolas. De acordo com Domingas, foi necessário, então, dar um nome ao grupo.

“Um dia falei para a criançada, não pode ficar assim, vamos colocar um nome no grupo. Amanhã à noite tem ensaio, todo mundo vai chegar aqui com o nome já na ponta da língua para batizar o grupo. Aí eu desci no rio (Cuiabá) para apanhar água. Vi a canoa assim, olhei do lado, estava um aguapé lindo, umas ‘florzinhas’ brancas lindas, naquelas folhas verdes, lá, assim. Falei, ah, peraí. Empurrei a canoa, fui lá, apanhei, botei um bocado de aguapé na canoa, coloquei lá numa bacia com água. E veio assim, na minha cabeça, dá o nome a esse grupo de Flor Ribeirinha. Flor porque é criançada, Ribeirinha porque vocês são da beira do rio. Daí nós começamos com o pé direito”, relembrou.

Ao falar sobre a importância do grupo para a cultura, Domingas se emocionou e disse sentir ter feito sua parte na luta pelo resgate e perpetuação da cultura popular.

“Hoje eu deixo até assim o meu bastão para meus netos. Esse legado para eles, porque eu sei que já fiz dentro desses 50 anos, eu sei que o dia que Deus me chamar, eu sei que meus netos, principalmente ele, vão dar continuidade. Tenho fé que nunca nossa cultura vai morrer e nunca o Flor vai se acabar. Porque eu sei que eu estou deixando em boas mãos. Todo esse legado vai ser lembrado. Tenho certeza de que quando o povo cuiabano ver isso eles vão falar: ‘Ela foi, mas ela deixou a semente, o fruto, bem semeado’”, pontuou.
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