O governador Mauro Mendes (União) afirmou que não vê necessidade de uma nova intervenção estadual na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cuiabá. Segundo ele, a mudança no comando do Palácio Alencastro, determinada pela população nas eleições deste ano, foi uma intervenção suficiente.
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“Já que não foi possível resolver via os órgãos de controle, via Judiciário, o cidadão interveio, tirou esse grupo da prefeitura. Houve uma intervenção do cidadão tirando esse grupo lá da prefeitura”, declarou Mendes.
A manifestação do governador ocorre em meio ao pedido feito pelo procurador-geral de Justiça, Deosdete Junior, ao Tribunal de Justiça, para que solicite ao Tribunal de Contas (TCE-MT) uma análise urgente sobre supostas inconsistências na prestação de serviços de saúde pela Prefeitura de Cuiabá. Deosdete alertou que, caso as falhas não sejam corrigidas a curto prazo, o Ministério Público poderá avaliar medidas restritivas ou até mesmo solicitar uma nova intervenção na área da saúde.
Durante a entrevista, Mendes destacou que a definição de uma intervenção não cabe ao governo estadual, mas sim ao Ministério Público e ao Judiciário. “É o Ministério Público que pede, é o Poder Judiciário. E aí eu não falo por eles”, pontuou.
O governador também destacou sua expectativa em relação ao prefeito eleito Abilio Brunini (PL). “Eu espero que o novo prefeito possa, primeiro, trabalhar para melhorar o desempenho da saúde em Cuiabá. E, segundo, não jogar nenhum lixo para debaixo do tapete, nenhuma roubalheira, nenhum escândalo que, porventura, tenha tido ali em algum momento”, afirmou.
A SMS de Cuiabá já esteve sob intervenção estadual entre 2019 e 2020, durante a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). A possibilidade de uma nova intervenção surge em meio a denúncias de irregularidades e desafios no atendimento da saúde pública municipal, mas a decisão dependerá das análises e avaliações dos órgãos competentes.