Claudio Soares dos Santos, gerente de um supermercado em Sinop (503 km de Cuiabá), afirmou em entrevista que nunca imaginou ser alvo de um ataque como o que sofreu no último sábado (18). Ele foi agredido com uma pá pelo marido de uma funcionária enquanto estava no local de trabalho. Segundo a vítima, o celular que segurava no ouvido no momento do golpe foi crucial para amortecer o impacto, evitando ferimentos ainda mais graves.
Leia mais
Juíza mantém prisão de homem que agrediu gerente de mercado pelas costas com pá
“Ele veio para me matar, disso eu não tenho dúvida. O que me salvou foi o celular, que estraçalhou dentro do meu ouvido. Acabei ficando com ferimentos na cabeça, orelha e ouvido, mas o aparelho protegeu contra a força da pancada”, relatou Claudio, em entrevista à TV Centro América. O rapaz precisou levar pontos na orelha e agora se recupera em casa.
De acordo com a Polícia Militar, o agressor, identificado como Danielson Martins Paiva, foi ao supermercado com a intenção de atacar o gerente, motivado por supostas reclamações feitas pela esposa, que é funcionária do estabelecimento. Em depoimento, o suspeito teria alegado que Claudio praticou assédio moral contra ela, o que foi veementemente negado pelo gerente.
“Eu não tive contato com essa funcionária. Apenas cobrei uma líder sobre o abastecimento pela manhã. Não sei como essa informação foi repassada, mas acredito que ela tenha interpretado de forma equivocada e contado ao marido algo que ele entendeu como assédio moral”, explicou Claudio.
Momento do ataque
Claudio contou que estava ao telefone quando foi atingido na cabeça e, por alguns instantes, acreditou que algum objeto havia caído sobre ele. “Não passou pela minha cabeça que alguém pudesse me atacar dessa forma. Nunca vi esse homem antes e jamais imaginei que ele pudesse estar ali com a intenção de me agredir”, destacou.
Após o ataque, Claudio ficou inconsciente e precisou ser socorrido. Ele recebeu alta médica no domingo (19) e segue em recuperação.
Danielson foi preso em flagrante e responderá por tentativa de homicídio. Ainda nesse domingo, ele passou por audiência de custódia e teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva. A decisão é da juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
De acordo com a magistrada, a gravidade do ato, praticado em um ambiente público e com grande movimentação de pessoas, justifica a manutenção da prisão como forma de "garantir a ordem pública e resguardar a integridade física da vítima".
A Polícia Civil continua investigando o caso.