O deputado estadual Júlio Campos (UNIÃO) voltou a defender uma candidatura própria do União Brasil para o governo do Estado em 2026. Embora tenha tecido críticas tímidas à antecipação das discussões eleitorais do próximo ano, o parlamentar voltou a endossar o seu irmão, o senador Jayme Campos (UNIÃO), como candidato da legenda para a sucessão de Mauro Mendes (UNIÃO) no comando do Palácio Paiaguás.
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Segundo Júlio, o União Brasil até o momento não discutiu a eleição para governo ou Senado. “Qualquer composição política futura, se houver, será discutida em 2026”, pontuou o parlamentar, acrescentando que o nome preferido por Mauro até o momento, o vice-governador Otaviano Pivetta, tem unanimidade apenas dentro do partido dele, o Republicanos.
“O União Brasil é um partido constituído que vai decidir pelos seus membros se nós vamos disputar com chapa própria o governo e o Senado e é claro que temos chapa própria para a Assembleia e para a Câmara Federal. O vice-governador, com todo o mérito que tem, Otaviano Pivetta, para ele ser candidato, é do Republicanos”, disse.
Para Júlio, o União Brasil pode, em 2026, fazer uma composição “inversa” à das eleições de 2018, ano em que Mendes foi eleito para chefiar o Palácio Paiaguás e seu irmão, Jayme, para o Senado Federal.
“Por enquanto, o projeto nosso, da maioria da bancada estadual e federal e dos prefeitos e vereadores é que temos uma candidatura própria a governador e senador como tivemos há oito anos. Elegemos Mauro Mendes, governador, Jayme Campos, senador, por que não repetir, agora o contrário? Jayme Campos, governador, Mauro Mendes, senador? Nós estamos conversando com o MDB, com o PP, com todos os outros partidos para uma composição bem-feita, se possível, repetir o que aconteceu no passado.
“Vocês têm acompanhado que é um projeto da possibilidade de formação de uma frente ou de uma fusão do partido União Brasil com o Partido Progressista, PP. Então, outros até pequenos partidos poderão vir nessa composição. Então, antes de março, que é a janela partidária, não se discute nada, nada está concretizado e tudo pode mudar daqui até março”, finalizou.