O vereador Dilemário Alencar (União Brasil), líder do prefeito Abilio Brunini (PL) na Câmara de Cuiabá, saiu em defesa dos colegas e dos projetos que têm gerado polêmica e ampla repercussão nas redes sociais. Em entrevista ao PodOlhar, ele afirmou que o parlamento reflete a diversidade de pensamentos da sociedade e que iniciativas como a que trata da proibição de atendimento a bebês reborns nas unidades de saúde também fazem parte da democracia.
“Um parlamento é retrato de quê? É retrato da sua sociedade. Os 27 vereadores são retratos dos 700 mil habitantes de Cuiabá. Então, ali, cada um pensa de uma maneira”, afirmou. Questionado sobre projetos considerados midiáticos, como o dos bebês reborns, de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL), Dilemário reconheceu as críticas, mas defendeu o direito à apresentação de pautas que dialogam com parcelas da população.
“Você acha que não tem gente que pensa como o Ranalli? Isso é democracia. Como alguns vão questionar ele: ‘Pô, o cara está perdendo tempo com isso?’. Mas ele está falando ali com pessoas que pensam como ele. Parlamento é isso. Um fala uma coisa, outro fala outra. Apresenta um projeto A, apresenta um projeto B”, declarou o líder do governo.
Nos primeiros meses de 2025, temas relacionados a comportamento, moral e costumes têm ocupado parte significativa da pauta na Câmara Municipal de Cuiabá. Entre os projetos debatidos, estão o repasse de recursos para o carnaval, a presença de crianças e símbolos católicos na Parada da Diversidade, a proibição de uso de verba pública para eventos considerados contrários à moral e aos “bons costumes” e moções de repúdio a rumores sobre a adoção de uma camisa vermelha pela seleção brasileira de futebol.
Dilemário afirmou que busca pautar sua atuação pela defesa da família e dos valores que acredita serem predominantes na sociedade brasileira. “Eu sou um vereador que busco sempre defender a família, os bons costumes, a coisa correta. E eu acho que a maioria do povo brasileiro pensa assim. Agora, cada um pensa de uma maneira”, disse.
Para o parlamentar, é preciso compreender a complexidade da sociedade, inclusive nos assuntos que ganham espaço nas redes sociais. “Esse debate está no imaginário popular também. Abre agora a sua rede social... É só bebê reborn. Aí as pessoas que estão envolvidas com essa situação, de certa forma, você tem que respeitar elas também. A gente não sabe a situação que ela está vivendo, a vida dela”, afirmou.
Apesar da defesa da pluralidade de temas, Dilemário reconheceu que a Câmara precisa se concentrar em assuntos mais urgentes da cidade. “Sem dúvida. Mas esse debate também está na sociedade. É coisa do parlamento”, concluiu.
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