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USO DE TORNOZELEIRA

Abilio cobra Jayme e Margareth e prevê instabilidade após decisão do STF contra Bolsonaro

21 Jul 2025 - 18:15

Da Redação - Rafael Machado/ Do Local - Jardel P. Arruda

Foto: Tchélo Figueiredo/ OD

Abilio cobra Jayme e Margareth e prevê instabilidade após decisão do STF contra Bolsonaro
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), avaliou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de impor medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, deve provocar instabilidade política e jurídica no país.


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Segundo ele, o clima no Congresso tende a esquentar, especialmente com a pressão que será exercida sobre parlamentares considerados omissos, como os senadores Jayme Campos (União) e Margareth Buzetti (PSD).

“Eu acredito que vai ter uma pressão em cima dos senadores, que muitas vezes estão sendo omissos. O senador Jayme Campos tem que ser cobrado por um posicionamento, assim como a senadora Margareth Buzetti. O Congresso vai pressionar esses senadores a terem uma postura mais firme. Até porque, se não tiverem, pode ser o fim da carreira política deles”, afirmou.

A declaração de Abilio foi dada em meio à repercussão da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou que Bolsonaro cumpra recolhimento domiciliar entre 19h e 6h nos dias úteis e em tempo integral nos fins de semana e feriados, além de ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

O ex-presidente também está proibido de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras ou de se aproximar de embaixadas e consulados.

Para o prefeito, a pressão não ficará restrita apenas aos senadores. Ele acredita que a base aliada da direita em todo o país exigirá posturas mais claras também dos deputados federais.

“Todos vão ter seus posicionamentos mais cobrados, não só aqui em Mato Grosso, mas em todos os Estados. Acredito que vai aumentar a instabilidade política e jurídica no nosso país”, pontuou.

Questionado se acredita que a direita conseguirá reverter a situação de Bolsonaro, Abilio se esquivou.

“Eu não sei. Eu não estou em Brasília, não acompanho as ações no Congresso e não participo das reuniões lá. Mas o que a gente observa é que as coisas devem ficar mais aquecidas”, avaliou.

Cautelares

A medida do STF foi tomada com base em pedido da Polícia Federal (PF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A PF argumentou que Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, teriam atuado de forma deliberada para influenciar negativamente autoridades norte-americanas contra o funcionamento do Judiciário brasileiro.

Conforme despacho do ministro Alexandre de Moraes, as ações dos investigados poderiam configurar coação no curso do processo, obstrução de investigação e atentado à soberania nacional. Ele classificou as condutas como “claros e expressos atos executórios” e reforçou que o STF será “inflexível na defesa da soberania e do Estado de Direito”.
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