As investigações da Draco revelaram que os alvos da Operação Tempo Extra, deflagrada nesta quarta-feira (10), já haviam sido presos durante a Operação Apito Final, mas acabaram soltos e, em liberdade, voltaram a se envolver com o crime.
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De acordo com o delegado Rodrigo Azem, alguns dos investigados que permaneceram presos tiveram seus “cargos” substituídos dentro da facção, enquanto outros, mesmo sob medidas cautelares, continuaram atuando regularmente na organização criminosa.
Entre os substitutos está Joseph Ibrahim Khargy Junior, conhecido como “Herdeiro”, que assumiu o posto de Paulo Witer, vulgo “W.T.”, preso em 2024 e atualmente detido na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Segundo o delegado, a relação entre os dois não era de amizade, mas exclusivamente ligada ao crime.
“Nas análises colhidas durante a investigação, encontramos diversas conversas que demonstram grande proximidade entre eles. Assim que W.T. foi preso, Joseph assumiu o cargo e herdou todas as funções que antes pertenciam a Paulo”, afirmou Azem.
Além de “Herdeiro”, também foi preso Emerson Ferreira Lima, o “Gordão”. Durante o cumprimento de um mandado de busca em sua residência, ele tentou destruir o celular arremessando-o contra a casa de um vizinho. A atitude foi interpretada como obstrução de Justiça, e ele acabou detido em flagrante.
Operação Tempo Extra
A investigação da GCCO e da Draco é um desdobramento da Operação Apito Final, iniciada a partir de informações de que um líder de facção, mesmo preso, seguia mantendo contato com associados para dar continuidade às atividades criminosas.
Ao todo, foram expedidas 15 ordens judiciais pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias: um mandado de prisão preventiva, 10 mandados de busca e apreensão, três de sequestro de veículos e uma suspensão de atividade econômica, além do bloqueio de R$ 1 milhão em contas bancárias.