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Segunda-feira, 08 de dezembro de 2025

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MEA CULPA

Botelho assume erro da AL e diz que fiscalização do BRT não avançou: ‘reconheço até a minha falha como presidente’

Foto: Vanderson Ferraz/Assessoria de Gabinete

Botelho assume erro da AL e diz que fiscalização do BRT não avançou: ‘reconheço até a minha falha como presidente’
O deputado estadual Eduardo Botelho (União) fez uma mea culpa ao reconhecer que a Assembleia Legislativa falhou no papel de fiscalizar a obra do BRT (Bus Rapid Transit), em Cuiabá e Várzea Grande.


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Ex-presidente da Casa por quase oito anos, Botelho disse que também tem sua parcela de responsabilidade pela falta de cobrança mais firme sobre o andamento do projeto.

“Reconheço até a minha falha como presidente. Eu vejo que nós não avançamos na fiscalização. A Assembleia aprova leis, mas no acompanhamento do Executivo tivemos dificuldade e não avançamos em nada. Isso precisa mudar, porque é uma das principais funções do Legislativo”, declarou em entrevista à rádio Vila Real nesta segunda (29).

O deputado ainda projetou que o governador Mauro Mendes (União) não conseguirá entregar o BRT antes de deixar o Palácio Paiaguás, em 2026. Mendes deve disputar o Senado e, segundo Botelho, sairá do cargo sem concluir a obra.

“Infelizmente, o Mauro não vai conseguir entregar. Eu tinha esperança de pelo menos uma entrega parcial, mas agora estou vendo que nem isso vai acontecer. Essa obra virou uma praga que atravessou governos, de Silval Barbosa a Pedro Taques e agora Mauro Mendes, sem solução”, afirmou.

Além do BRT, Botelho também citou o impasse no Portão do Inferno, na Chapada dos Guimarães, outro projeto que não deve ser concluído nesta gestão.

Sobre as dificuldades alegadas pelas empresas responsáveis, como a falta de mão de obra especializada, o deputado disse que o governo poderia ter investido em programas de capacitação.

“Operador de máquina virou leilão em Mato Grosso. Se houvesse um programa intensivo de treinamento, muitos trabalhadores poderiam ter entrado nesse mercado e ajudado na execução dessas obras”, completou.

O BRT surgiu como uma opção para substituir o VLT. As obras do antigo modal começaram em 2012 com a promessa de funcionamento até a Copa do Mundo de 2014, mas foram suspensas pela Justiça em 2015, após denúncias de fraude.

Em 2017, o governo rescindiu o contrato com o consórcio responsável, após a Operação Descarrilho apontar corrupção e irregularidades na licitação. Posteriormente, o Executivo decidiu substituir o VLT pelo BRT, alegando menor custo (R$ 300 milhões a menos) e entrega mais rápida, o que ainda não aconteceu.
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