O governador Mauro Mendes (União) rebateu críticas às obras do BRT na Avenida do CPA, em Cuiabá, e afirmou que o problema não será solucionado apenas com cobranças. “Se criticar resolvesse, eu criticaria o dia inteiro, passaria dois, três dias só criticando”, declarou nesta semana.
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As intervenções no principal corredor da capital têm gerado reclamações na Câmara Municipal, onde vereadores cobram agilidade, e também na Assembleia Legislativa, com deputados pedindo mais pressão da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) sobre as empresas responsáveis, principalmente no trecho próximo ao Pantanal Shopping.
Mauro disse que o Estado tem garantido os recursos e fiscalizado a execução, mas que a dificuldade central é a falta de trabalhadores para atuar nas obras. Segundo ele, o problema não é exclusivo do BRT, mas atinge praticamente todos os contratos de infraestrutura em Mato Grosso e também na iniciativa privada.
“Já rescindimos contrato por conta disso. A empresa não tinha gente, contratamos outra e ela também tem dificuldades. Muitos trabalhadores vêm de outros estados, ficam aqui 15 ou 30 dias e vão embora. É um problema nacional”, afirmou.
A Sinfra informou que o Consórcio Construtor BRT concluiu todas as frentes que estavam sob sua responsabilidade, no acordo de rescisão firmado em março, evitando multa de R$ 54 milhões. O trecho atualmente em obras, entre o Viaduto da Sefaz e a Defensoria Pública, está sob responsabilidade do Consórcio Integra BRT.
O projeto prevê a ligação de Cuiabá a Várzea Grande com ônibus de alta capacidade, terminais, estações de embarque, centro de controle e intervenções urbanísticas, como a requalificação de calçadas e implantação do Parque Linear da Avenida do CPA.